Economia Marcelo alerta funcionários em Belém: "Tudo o que fizermos terá controlo público"

Marcelo alerta funcionários em Belém: "Tudo o que fizermos terá controlo público"

O novo Chefe de Estado diz que a Presidência é como um ministério: compreender-se-á mal que o "ministro" não saiba tudo o que se passa lá, alertando os funcionários para a "imensa responsabilidade" que é trabalhar em Belém.
Marcelo alerta funcionários em Belém: "Tudo o que fizermos terá controlo público"
Negócios 10 de março de 2016 às 14:10

O Presidente da República alertou os funcionários do Palácio de Belém que trabalhar na Presidência é uma "imensa responsabilidade" e que o aumento do controlo público nos últimos tempos faz com que tudo o que se passa nestes serviços acabe por ser atribuído ao Chefe de Estado.

"Tudo o que fizermos, tudo o que fizerem, está sujeito a controlo público. O que se gasta, o que se faz, o que não se faz, como é que se faz. Tudo, com um rigor crescente. Aumenta a responsabilidade. Por isso eu digo que hoje é mais difícil servir a causa pública do que era há dez anos, 20, 30 ou 40 anos", disse Marcelo Rebelo de Sousa aos colaboradores da secretaria-geral no Palácio de Belém esta quinta-feira, 10 de Março.

Em declarações citadas pela TSF e pela agência Lusa, Marcelo insistiu que será o responsável último por tudo o que acontecer entre as quatro paredes do palácio cor-de-rosa e que, mesmo que diga que não sabe ou não soube, "ninguém perceberá isso, de fora".

"É o mesmo que dizer que um responsável governativo objectivamente não sabe o que se passa no seu ministério. Este é, à sua maneira, uma espécie de Ministério do Presidente da República. E compreenderão que, vista a realidade assim, sendo um privilégio trabalhar na Presidência da República, é uma imensa responsabilidade", afirmou.

O Presidente que tomou posse esta quarta-feira, aos 67 anos, como 20.º Chefe de Estado português, disse ainda ser um "optimista realista com os pés assentes no chão" e com uma visão "muito positiva dos portugueses, (...) do que podemos fazer nos próximos cinco anos.

Marcelo quebrou a tradição ao falar aos colaboradores no dia seguinte à posse - normalmente é no próprio dia - e justificou o adiamento com a vontade de estar mais tempo com eles. "Hoje vou cumprimentá-los nos locais de trabalho", disse.




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