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Marcelo defende que concertação social precisa de ser mantida viva

O Presidente da República sublinhou hoje a importância de manter viva a concertação social, considerando que hoje a sociedade tem o desafio de encontrar "aquilo que une para além daquilo de divide".

Bruno Simão/Negócios
Lusa 10 de Outubro de 2016 às 19:44
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"No presente há exigências que não são menores que no passado: manter viva a concertação social, a concertação social em si mesma é um valor", afirmou o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, numa intervenção na cerimónia de inauguração da nova sede da UGT, em Lisboa.

 

Ressalvando que, de acordo com a Constituição, o poder político pode decidir em matérias económicas, sociais e culturais, Marcelo Rebelo de Sousa insistiu que "decidir sem concertação não é o mesmo do que decidir com concertação social".

 

"Quanto maiores forem as dificuldades políticas mais necessária é a concertação social, onde a concertação possível não for possível em determinado momento, essa concertação política deve de alguma maneira ser como que reforçada, completada e enriquecida pela concertação social", sustentou, considerando que essa é "uma responsabilidade imensa".

 

Por isso, continuou, hoje a sociedade tem o desafio de "encontrar aquilo que une para além daquilo que divide, a capacidade de olhar com realismo para situação económica, social, política e cultura portuguesa".

 

"E na base do realismo, que não significa esquecer o que há de inspiração nas utopias, mas significa vazá-las no quotidiano concreto, com realismo ajudar a criar o país todos os dias", acrescentou.

 

Antes da intervenção do Presidente da República, que declarou que "a UGT está viva e está forte", o ministro do Trabalho, Vieira da Silva já tinha deixado elogios àquela organização sindical, considerando tratar-se o movimento sindical como uma das "vozes mais articuladas da sociedade".

 

"Acredito no diálogo social", enfatizou Vieira da Silva.

 

Num breve discurso, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva falou também na necessidade de "criar uma nova esperança" na "negritude anímica nacional", lamentando que por vezes falte confiança aos portugueses para contrariar o pessimismo.

 

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