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Marcelo diz que "não vale a pena dramatizar" projecções do Banco de Portugal

O Presidente da República considera que "não vale a pena dramatizar" a projecção do crescimento económico hoje apresentada pelo Banco de Portugal, até porque "as várias instituições não sabem exactamente onde vai parar a economia internacional".

Bruno Simão
Lusa 08 de Junho de 2016 às 18:36
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"Não há alterações substanciais àquilo que se sabia e que justifica o que eu tenho dito várias vezes. É uma situação em que não vale a pena dramatizar. Reage-se naturalmente", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa no final da sessão de entrega de prémios do 6º Concurso de Educação Financeira que decorreu esta quarta-feira, 8 de Junho, no Porto.


O Banco de Portugal reviu hoje em baixa as projecções de crescimento económico, esperando um aumento de 1,3% este ano e que, em 2018, o nível do Produto Interno Bruto (PIB) esteja próximo mas abaixo do registado antes da crise de 2008.


Questionado sobre a projecção e o alerta do Banco de Portugal para a eventual necessidade de medidas adicionais para cumprir défice, o Presidente da República disse ver a situação "como confirmação dos números que têm vindo a sair".


"Por um lado o Banco de Portugal disse o óbvio, que a situação internacional não está boa e não está a melhorar. Veremos se está a piorar ou não está a melhorar", acrescentou, defendendo ser esta projecção "menos desfavorável que a OCDE".


O chefe de Estado assinalou ainda que "o comércio internacional não está a melhorar", o que "limita muito" as exportações e o investimento em Portugal.


"No fundo já se percebeu que as várias instituições não sabem exactamente onde vai parar a economia internacional e portanto a economia portuguesa. Vamos esperar para ver. O que for preciso ir reajustando é reajustável", disse.


De acordo com o Boletim Económico de Junho, o Banco de Portugal (BdP) antecipa que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 1,3% este ano (contra os 1,5% previstos em Março), acelerando para os 1,6% em 2017 (abaixo dos 1,7% antecipados há três meses) e diminuindo ligeiramente para os 1,5% em 2018 (contra os 1,6% anteriormente projectados).

Estas previsões são mais pessimistas do que as do Governo, que em Abril antecipou que o PIB crescesse 1,8% este ano e no próximo, acelerando o ritmo de crescimento ligeiramente nos anos seguintes, para os 1,9% em 2018 e para os 2% em 2020.

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