Política Marcelo pede responsabilidade aos políticos

Marcelo pede responsabilidade aos políticos

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participa pela primeira vez nas cerimónias de comemoração do 5 de Outubro. Marcelo lembrou que todo o poder político é "temporário", limitado e nasce do voto popular.
Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 05 de outubro de 2016 às 11:41

O Presidente da República defendeu esta quarta-feira que o poder político tem que dar o exemplo de "humildade, frugalidade e independência" para que o espírito do 5 de Outubro continue presente junto dos portugueses e estes não se afastem da democracia.

Marcelo Rebelo de Sousa discursava na Praça do Município, em Lisboa, onde fez o seu primeiro discurso nas cerimónias da Implantação da República. 

"Está vivo o princípio de que todo o poder político é temporário", disse o chefe de Estado, acrescentando que esse poder é limitado, é escrutinado e "nasce do voto popular".

De seguida, Marcelo lança a questão central do seu discurso. "Por que razão ainda tantos portugueses que desconfiam da política e dos políticos e escolhem a abstenção?"

O chefe de Estado afasta que seja por que preferem a monarquia ou um regime de ditadura e avança com uma interpretação dos motivos que estão por detrás daquela opção.

A "razão de ser de desilusões é outra" e tem a ver com "cansaço sobre casos a mais e princípios vividos a menos", avançou. "De cada vez que um político se deslumbra com o poder, se acha o centro do mundo, se distancia dos governados e alimenta clientelas, de cada vez que isso acontece aos olhos do cidadão comum é a democracia que sofre", concretizou o Presidente.

Marcelo avisou que o exemplo dos que exercem o poder é fundamental e adiantou que aos políticos cabe "dar o exemplo constante de humildade, proximidade, frugalidade e independência de serviço dos outros, de todos os outros, mas com atenção aos mais pobres e injustiçados".

"O 5 de Outubro está vivo. Só se nós todos lhe dermos vida", declarou.  


(Notícia actualizada às 11:57 com mais declarações)  









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