Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Marcelo Rebelo de Sousa: "Eleições seriam mais problema do que solução"

O comentador político Marcelo Rebelo de Sousa defendeu hoje que a realização de eleições antecipadas antes da saída da troika "seriam mais um problema do que uma solução".

Lusa 21 de Maio de 2013 às 18:38
  • Partilhar artigo
  • 7
  • ...

"Daqui até 30 de Junho do ano que vem, eleições antecipadas são mais um problema do que uma solução, porque já temos uma eleição em Setembro", defendeu o antigo líder do PSD, em declarações à Lusa em Celorico de Basto, onde já foi presidente da Assembleia Municipal, à margem da inauguração de uma feira do livro promovida pela autarquia local.

 

O comentador insistiu que a instabilidade provocada pelas eleições poderia ter repercussões nos mercados, recordando que o País tem dinheiro a receber de Bruxelas e precisa que "os mercados continuem a ter os juros a baixar e a facilitar a possibilidade de ir buscar dinheiro lá fora".

 

"As candidaturas [para as autárquicas] arrancam daqui a dois meses. Isso significaria encavalitar uma eleição na outra ou fazer uma legislativa a seguir à local, numa altura em que o Orçamento do Estado para o ano que vem está em preparação", assinalou.

 

Segundo Marcelo, as eleições antecipadas obrigavam que fosse o novo Governo "a fazer um novo orçamento". "Era preciso começar de novo, o que atrasava o começo do ano que vem", acentuou ainda.

 

O antigo dirigente social-democrata admitiu, no entanto, que uma eventual derrota do PSD nas autárquicas pode ser "uma fragilização adicional do Governo".

 

Questionado sobre as conclusões do Conselho de Estado realizado na segunda-feira, Marcelo Rebelo de Sousa, que é membro daquele órgão, considerou positivo que se tenha discutido o período 'pós-troika'.

 

"Não é possível separar a situação actual daquilo que se vai viver a partir de Julho do ano que vem. Há muita coisa na Europa e Portugal que acaba por ser a continuação do que se passa hoje. Esperemos que para melhor, mas a continuação", disse à Lusa.

 

Marcelo recordou que "o Conselho de Estado analisou cuidadosamente a situação vivida em Portugal, mas também aquilo que é preciso que mude na Europa para rapidamente facilitar a mudança de Portugal".

 

"É muito difícil, para não dizer impossível, Portugal melhorar se a Europa continuar a piorar, porque boa parte das nossas exportações vão para a Europa", acrescentou.

 

Marcelo assinalou, por outro lado, que o Conselho de Estado não decide, mas "aconselha quem decide". "O importante ali é que, quem decide, o senhor Presidente da República, o primeiro-ministro, o líder da oposição e a presidente da Assembleia da República, tenham ouvido com atenção o que lá se disse", concluiu.

Ver comentários
Saber mais Marcelo Rebelo de Sousa eleições troika
Outras Notícias