Economia Marcelo triste com o Brexit

Marcelo triste com o Brexit

Presidente da República garante que interesses de Portugal e dos emigrantes portugueses a viver no Reino Unido serão assegurados, apesar da saída do Reino Unido da União Europeia.
Marcelo triste com o Brexit
Bruno Simão/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 24 de junho de 2016 às 10:55

"O povo britânico decidiu, soberanamente, que o Reino Unido deverá deixar de integrar a União Europeia, o que só pode contristar-nos". Esta foi a primeira reacção do Presidente da República à decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, em referendo, com uma votação de 51,9% a favor da saída da União. 

Num comunicado publicado no site da Presidência, o chefe de Estado explica que "segue-se agora um período de negociação com os seus parceiros europeus, estabelecido no Tratado da União Europeia, para determinar os exactos termos deste processo".

Num apelo à calma, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que "devemos respeitar com serenidade a decisão da maioria do povo britânico, na certeza de que o projecto europeu se mantém válido na defesa dos valores que, desde há muitos séculos, marcam a nossa identidade comum".

O Presidente da República procurou de seguida descansar Portugal e os portugueses que vivem no Reino Unido. "Quero salientar que Portugal, como vem sucedendo desde há 30 anos, deverá continuar a manter o seu empenhamento nos ideais de paz, liberdade, democracia, bem-estar e desenvolvimento em comum, que está no cerne da construção europeia, como um eixo central da visão e da estratégia nacionais para o futuro dos portugueses e do nosso País. Ideais que manifestamente necessitam de ser repensados e reforçados nas modalidades e práticas da União Europeia".


"Como Presidente da República Portuguesa, manifesto ainda a minha convicção de que os interesses de Portugal, bem como os dos portugueses a viver e a trabalhar no Reino Unido, continuarão a ser prosseguidos não obstante esta decisão", assegurou o chefe de Estado.

"Seguirei em todo o caso com grande atenção o evoluir da situação e posso assegurar que Portugal não deixará de apoiar os nossos compatriotas e lusodescendentes no Reino Unido, país ao qual nos ligam sete séculos de história de uma aliança sem par", adiantou.

E lembrou que, "ao fim e ao cabo, o Reino Unido continua a ser, cultural, economicamente e em termos de paz e segurança, um país europeu".




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