Finanças Públicas Maria Luís Albuquerque: "O ano de 2015, vejo-o como claramente melhor do que 2014"

Maria Luís Albuquerque: "O ano de 2015, vejo-o como claramente melhor do que 2014"

A ministra das Finanças apela ao líder do PS para avançar com "medidas em concreto" e salienta que não há milagres", pois "não há possibilidade de recuperar o país sem continuar com disciplina e com rigor".
Maria Luís Albuquerque: "O ano de 2015, vejo-o como claramente melhor do que 2014"
Bruno Simão/Negócios
Negócios 16 de dezembro de 2014 às 10:57

Maria Luís Albuquerque defende que "não há incompatibilidade" entre crescimento e consolidação orçamental, sendo que esta última "tem de continuar na Europa, na medida em que toda a Europa (…) tem um problema de dívida pública elevada e muitos países têm défices consecutivos".

 

Esta posição foi defendida numa entrevista ao Observador, em que a ministra das Finanças mostra-se convicta sobre as melhorias esperadas para o próximo ano e também sobre o cumprimento da execução orçamental.

 

"O ano de 2015, vejo-o como claramente melhor do que 2014. Temos vindo a assistir é a uma recuperação progressiva, ainda que relativamente moderada", disse Maria Luís, reforçando que vê "2015 como ano de continuação da melhoria" e que apesar de "ver o orçamento como um orçamento que tem riscos, como todos os outros, mas continuamos convencidos de que será um ano melhor, e em que as metas orçamentais serão atingidas".

 

Reconhecendo que "temos muito trabalho e desafios pela frente", a ministra salienta que "não somos claramente um motivo de preocupação para os nossos parceiros europeus".

 

"Temos um problema de dívida pública, mas também de dívida privada: dívida elevada das famílias e do sector empresarial", acrescentou a ministra, reconhecendo que "inegavelmente a dívida é elevada, mas à medida que vamos registando excedentes primários vamos contribuindo para a redução dessa dívida. Esse é o caminho que temos de fazer, mas um caminho que será ainda longo".

 

Maria Luís considera "indispensável um consenso alargado sobre quais são as necessidades efectivas de redução da despesa para termos uma carga fiscal mais baixa", pois "há opções difíceis a fazer em matéria de despesa pública e da consequência que isso tem em matéria fiscal."

 

"Porque a exigência dos próximos anos continuará a ser muita" e as "dificuldades não vão desaparecer", a ministra pede consensos que podem ou não ter "reflexos em matéria de alteração da Constituição". Para "reduzir efectivamente as taxas de imposto, vamos precisar de actuar ao nível da despesa", acrescentou.

 

Sobre a nova liderança do PS, Maria Luís reconheceu ter "alguma dificuldade em perceber exactamente as medidas em concreto" António Costa defende. "Essas ideias têm de começar a aparecer, para que possam ser debatidas e os portugueses possam saber com tempo o que devem esperar e fazer escolhas informadas", acrescentou.

 

Deixou ainda o alerta de que "não há milagres", pois "não há possibilidade de recuperar o país sem continuar com disciplina e com rigor".




pub

Marketing Automation certified by E-GOI