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Maria Luís Albuquerque: “Não é tempo de ceder a tentações”

Ministra das Finanças interveio no debate da moção de censura para alertar para o risco de pôr em causa os resultados atingidos até agora. Albuquerque também admitiu que vai continuar a política de Gaspar.

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Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 18 de Julho de 2013 às 18:38
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“A incerteza dos últimos dias coloca em risco o caminho já percorrido”, que já permitiu algumas “conquistas”, ainda que “ténues”, considera Maria Luís Albuquerque. “Todos os dados recentes contradizem receios de espiral recessiva”, acrescentou a ministra, deixando a questão: “é perante tais sinais que ponderamos desistir agora?”.

 

“Não é tempo de ceder a tentações ou fazer desvios. É tempo de assumir responsabilidades e assegurar o sucesso de Portugal”, defendeu. E lembrou que o “progresso efectivo no ajustamento abre caminho a novas negociações com os parceiros” que podem permitir alguma flexibilização. Por isso, numa altura em que “dois terços” do ajustamento estão concluídos, não é altura de “aliviar” o ajustamento.

 

“A credibilidade e a confiança são activos preciosos que se podem perder muito rapidamente”, alertou ainda.

 

Mais à frente, a ministra admitiu que “há uma política de continuidade” com a sua subida a titular das Finanças “porque há perseverança no esforço de ajustamento”.

 

Quanto ao corte de 4,7 mil milhões de euros prometido à troika, Maria Luís Albuquerque afirmou que são para cumprir, mas não exclui que possa haver uma flexibilização. “Os compromissos assumidos são para manter até que sejam negociados outros compromissos”, esclareceu.

 

“Às 18h30 na sala número 1”

 

A ministra esteve no centro de um episódio curioso durante o debate. Enquanto garantia não ter mentido sobre os contratos de cobertura de risco (“em relação aos ‘swaps’ disse a verdade sim senhor”, afirmou), a ministra também disse que estava disponível a falar aos deputados no Parlamento sempre que estes assim desejassem, nomeadamente para falar sobre o BPN.

 

Pedro Filipe Soares veio então explicar que a maioria tentou bloquear a audição da ministra e que só por causa do “agendamento potestivo” do Bloco de Esquerda é que a audição se vai concretizar, na próxima semana.

 

Duarte Pacheco, do PSD, entrou então em acção e acrescentou que a “vinda da senhora ministra é direito potestativo e a ministra disponibilizou-se para prestar estes esclarecimentos” ainda esta quinta-feira, deixando críticas à oposição e acusando-a de receio de ouvir a governante. “Se os senhores deputados quiserem, às 18h30 na sala [de comissões] número 1”, desafiou.

 

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