Economia Marine Le Pen satisfeira pela "monstruosa bofetada democrática que o povo grego veio dar à União Europeia"

Marine Le Pen satisfeira pela "monstruosa bofetada democrática que o povo grego veio dar à União Europeia"

A esquerda radical francesa e a Frente Nacional, um dos partidos de extrema-direita mais poderosos da União Europeia, saudaram hoje a vitória do Syriza nas eleições gregas, interpretando-a como uma derrota das políticas de austeridade.
Marine Le Pen satisfeira pela "monstruosa bofetada democrática que o povo grego veio dar à União Europeia"
Reuters
Lusa 26 de janeiro de 2015 às 09:18

Os gregos deram, este domingo, uma vitória histórica ao partido de esquerda anti-austeridade Syriza, com 36,34% dos votos, ou 149 deputados, menos dois do que os 151 necessários para a maioria absoluta, quando estavam contados 99,8% dos votos.

 

O dirigente da Frente de Esquerda (Front de Gauche), aliada do Partido Comunista, Jean-Luc Mélenchon, congratulou-se por "a toda-poderosa arrogância dos liberais dos seus chamados milagres para salvar a economia" ter "fracassado na Grécia".

 

"Podemos pensar na possibilidade de, por via de um efeito dominó, a Europa poder ser refundada, reorganizada de forma completamente diferente", afirmou.

 

A presidente da Frente Nacional, Marine Le Pen, manifestou, por seu lado, a sua satisfação perante a "monstruosa bofetada democrática que o povo grego veio dar à União Europeia".

 

Esta vitória figura como o "julgamento do euro-austeridade. Aqueles que pensam que poderiam melhorar a União Europeia estavam errados e vão arcar com a responsabilidade do tempo perdido", afirmou Marine Le Pen.

 

Dias antes das eleições na Grécia, a líder do partido de extrema-direita francês já tinha dito esperar a vitória do partido de esquerda radical grego Syriza.

 

"Isso não faz de mim uma militante de extrema-esquerda. Não estamos de acordo com todo o seu programa, especialmente com a imigração. Mas alegrar-nos-íamos com a sua vitória", disse então Le Pen, em declarações ao diário francês Le Monde.

 

A mesma responsável considera haver "uma fractura na Europa" e que o povo deve levantar-se "contra o totalitarismo da União Europeia e dos seus cúmplices, os mercados financeiros" e é nesse aspeto que disse então sentir-se próxima do líder do Syriza, Alexis Tsipras.

 

Segundo o Le Monde, trata-se apenas de um apoio táctico, já que Le Pen calcula que uma vitória da esquerda grega reforçaria o eurocepticismo que o seu partido professa, embora o Syriza defenda a manutenção da Grécia na zona euro e a Frente Nacional queira acabar com a moeda única.




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