Política Mário Soares diz que Cavaco é responsável por violência se mantiver Governo em funções

Mário Soares diz que Cavaco é responsável por violência se mantiver Governo em funções

O ex-chefe de Estado Mário Soares advertiu hoje o Presidente da República que, se continuar a proteger o Governo, será responsável pela perda de pacifismo e por uma progressiva violência do povo português.
Mário Soares diz que Cavaco é responsável por violência se mantiver Governo em funções
Lusa 31 de maio de 2013 às 00:17

"Pense bem senhor Presidente da República", disse Mário Soares no final da sua intervenção, que abriu a série de discursos da conferência "Libertar Portugal da austeridade" na Aula Magna de Lisboa.

 

A intervenção do ex-chefe de Estado levantou por diversas vezes a plateia, pondo centenas de pessoas a gritar "demissão, demissão".

 

Mas a parte mais significativa do discurso de Mário Soares foi quando se dirigiu a Cavaco Silva e lhe fez uma série de avisos.

 

"O Presidente da República tem feito tudo para proteger este Governo, que considera legítimo, mas não é verdade que o seja. Quando o povo, que é quem mais ordena, se manifesta praticamente todos os dias contra um Governo que elegeu com base em falsas promessas, que ignora a Constituição da República, não pode nem deve ser considerado legítimo", sustentou Mário Soares.

 

Depois, o ex-Presidente da República advogou que Cavaco Silva poderá vir a ser responsabilizado directamente se mantiver o actual executivo de coligação em funções.

 

"É bom para todos nós que o senhor Presidente da República deixe de considerar este Governo como legítimo, porque o povo e todas as classes sociais (dos militares às igrejas, passando pelos funcionários públicos) estão contra ele", declarou.

 

"Se continuar [a proteger o Governo], será responsável pela perda de paciência e pacifismo que temos tido até agora e que o povo se torne progressivamente mais violento. Pense senhor Presidente da República nas responsabilidades que lhe serão assacadas", disse.

 

Mário Soares apelou depois à acção dos portugueses contra "o medo, pela liberdade, pelo diálogo, pela conjugação de vontades", em nome de uma atitude patriótica.




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