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Marisa Matias: Passos, Portas, Merkel e Barroso são pais da austeridade

A cabeça de lista do BE às europeias, Marisa Matias, considerou que "há vários pais e várias mães da austeridade" e que Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Angela Merkel e Durão Barroso são os "culpados".

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 13 de Maio de 2014 às 00:24
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Marisa Matias discursava segunda-feira à noite, num comício em Tomar, onde começou por dar uma informação - que alegou que o Governo não divulgou - sobre o voto antecipado para os portugueses que "foram obrigados a emigrar" e mantêm residência em Portugal, que "podem e devem votar" na terça, quarta e quinta-feira.

 

"Nós sabemos que há vários pais e várias mães da austeridade, que há culpados pelas políticas que foram adoptadas nos últimos anos e por esta obsessão com as políticas de austeridade. Não é como quando vamos a uma esquadra apresentar queixa contra incertos", comparou.

 

Segundo a cabeça de lista do BE há de facto "culpados e eles têm nome": "Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Angela Merkel, Durão Barroso", numa lista que poderia continuar.

 

Marisa Matias recordou a entrevista do ex-conselheiro económico de Durão Barroso: "Agora arrependido veio dizer que a austeridade não resolvia nada e que o programa de resgate foi apenas desenvolvido para salvar a banca alemã".

 

"Hoje, Angela Merkel veio dizer que a austeridade na realidade não foi uma invenção alemã, foi culpa de Durão Barroso. Entendam-se. Eu sei que o dia das eleições está perto e que nestas alturas tudo ocorre dizer e também se sabe que quando se zangam as comadres, descobrem-se as verdades", atirou.

 

Num discurso que terminou com a frase de ordem "no dia 25 de maio a senhora Merkel não manda aqui", a eurodeputada recandidata insistiu na necessidade de "recusar a chantagem da dívida pública" e da "reestruturação da dívida para libertar recursos para criar emprego". "Entre a dívida e o país, nós não temos dúvidas: escolhemos o país", reiterou.

 

Na noite do comício em Tomar, subiu ao púlpito Shahd Wadi, a candidata luso palestiniana pelo BE ao Parlamento Europeu, que considerou que a sua inclusão na lista é a prova de que "qualquer pessoa pode e deve ter voz neste país". "A solidariedade internacional não é uma coisa secundária. A solidariedade de Miguel Portas ainda está viva, ainda está de pé", disse, numa alusão ao antigo eurodeputado bloquista, que morreu em 2012.

 

Shahd Wadi disse ainda que Portugal também precisa de resistência para ter a sua "Primavera" contra esta austeridade.

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