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Martifer produz primeiro protótipo para energia das ondas em 2011

O primeiro-ministro afirmou hoje que a empresa Navalria, do grupo Martifer, é responsável pela nova forma com que Portugal encara a indústria da construção naval.

Lusa 25 de Agosto de 2010 às 14:29
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"Todo o país olha para o sector da construção naval com uma nova expectativa, em função do trabalho que a Navalria tem realizado", afirmou José Sócrates na sua visita às instalações da empresa de Aveiro, por altura da assinatura de um contrato de investimento no âmbito do Sistema de Incentivos à Inovação do Quadro de Referência Nacional Estratégico (QREN).

Referindo-se à nova dinâmica que o Grupo Martifer imprimiu à empresa desde que a adquiriu em 2007, José Sócrates acrescentou que essa evolução se ficou a dever a uma "aposta empresarial" e representa "uma prova de confiança da Navalria na economia portuguesa".

"O espírito do empresário é sempre o de quem arrisca e, tendo uma ambição, não hesita em correr riscos", observou o primeiro-ministro. "O país precisa dessa cultura empresarial".

O contrato hoje assinado entre a administração da Navalria e a AICEP -- Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal prevê um investimento na ordem dos 7,5 milhões de euros, com um incentivo associado de dois milhões.

Carlos Martins, presidente do Grupo Martifer, adiantou que essas verbas vão ser aplicadas na modernização do estaleiro da Navalria, com vista à produção de plataformas off-shore para torres eólicas e dispositivos para o aproveitamento da energia das ondas do mar.

"Em 2011 é nossa intenção construir neste estaleiro o primeiro protótipo da Martifer para a energia das ondas", afirmou Carlos Martins. "A construção naval à escala global faz todo o sentido e tem razão de ser em Portugal".

Recordando que a Navalria empregava em 2008 cerca de 80 pessoas e que actualmente tem ao seu serviço cerca de 300, o presidente do grupo Martifer revelou que esse crescimento ao nível do pessoal se reflectiu também no "aumento significativo" das exportações da empresa.

Agora, o investimento apoiado pelo QREN vai permitir a criação de mais 34 postos de trabalho na empresa e Carlos Martins faz já previsões a médio prazo: "Em cruzeiro, o nosso volume de negócios será de 30 milhões e mais de 50 por cento desse valor será em exportações".



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