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Médicos que burlaram o Estado tentam acordo com a Justiça

Julgamento de tráfico de medicamentos por médicos e farmacêuticos pode acabar em acordo, de acordo com o "Correio da Manhã".

Negócios 04 de Fevereiro de 2014 às 09:28
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O caso “Remédio Santo”, que acusa 18 médicos e farmacêuticos de burlarem o Estado com a venda fictícia de medicamentos, poderá acabar num acordo.

 

Segundo relata esta terça-feira, 4 de Fevereiro, o “Correio da Manhã, os advogados e o Ministério Público vão reunir-se esta manhã para tentarem chegar ao que no meio judicial se designa de “acordo à americana” – as penas são fixadas por acordo entre as duas partes, evitando-se o arrastar do processo nos tribunais.

 

Segundo o jornal diário, esta será a primeira vez que se tenta um acordo num processo desta magnitude, onde estão envolvidos crimes económicos.

 

Em causa estará um mega-esquema de falsificação de receitas médicas que consistia na obtenção de prescrições em nome de utentes do Serviço Nacional de Saúde, muitos dos quais já tinham falecido ou estavam internados em lares.

 

Os médicos são acusados de terem prescrito medicamentos que tinham a comparticipação pública mais elevada por parte do Serviço Nacional de Saúde. As farmácias, por sua vez, aviavam as receitas, sem venderem os medicamentos, e faziam o respectivo pedido de comparticipação ao Estado. Os remédios voltavam a ser vendidos ou exportados para Angola e a Alemanha, descreve o jornal.

 

Os líderes do esquema criminoso eram Rui Peixoto, chefe regional de vendas da Medibial, do grupo Bial, e João Carlos Alexandre, delegado de propaganda médica, segundo o Ministério Público.

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