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Membro do BCE diz que antes de cortar juros é necessário conter riscos inflacionistas

Um dos governadores do Banco Central Europeu, Christian Noyer, realçou hoje que a instituição monetária tem que conter primeiro os riscos de inflação na Zona Euro, antes de decidir cortar as taxas de juro.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 01 de Abril de 2008 às 12:03
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Um dos governadores do Banco Central Europeu, Christian Noyer, realçou hoje que a instituição monetária tem que conter primeiro os riscos de inflação na Zona Euro, antes de decidir cortar as taxas de juro.

"Um sólido controlo das expectativas da inflação permanece um pré-requisito para o corte dos juros, em tempos de elevada incerteza financeira e de riscos negativos em crescimento", afirmou hoje Noyer, que também é o governador do Banco de França, no seu discurso em Praga. "estou convicto que em tempos de problemas financeiros, é mais necessário assegurar a estabilidade dos preços", reforçou o responsável.

Apesar de ser a primeira vez este ano que um governador da entidade monetária da Zona Euro admite a possibilidade de uma redução do preço do dinheiro, estas declarações vêm também afastar um corte das taxas de juro para já.

O membro do conselho do BCE adiantou ainda que as previsões de crescimento para a economia europeia são "mais encorajadoras" que nos Estados Unidos, onde a Reserva Federal já diminuiu os juros seis vezes desde Setembro para tentar dar algum ânimo à economia e afastar uma eventual recessão.

As taxas de juro nos países do euro permanecem estabilizadas nos 4%, enquanto a taxa directora da Fed está nos 2,25%.

Quanto à posição agressiva de corte de juros assumida pela autoridade monetária norte-americana, Noyer destacou que os motivos que levaram a esta postura por parte da Fed não se verificam na Europa.

"Mesmo que a nossa economia esteja a abrandar, não há uma recessão no horizonte", salientou o responsável, que acrescentou que, ainda assim, "a crise claramente ainda não acabou e todas as consequências do desequilíbrio das finanças não foram revelados ainda".

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