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Membro do BCE diz que Zona Euro enfrenta pior crise desde a II Guerra Mundial

O membro do Banco Central Europeu (BCE), Lorenzo Bini Smaghi, disse que a economia da Zona Euro enfrenta a "mais séria crise económica desde a II Grande Guerra Mundial".

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2009 às 16:27
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O membro do Banco Central Europeu (BCE), Lorenzo Bini Smaghi, disse que a economia da Zona Euro enfrenta a “mais séria crise económica desde a II Grande Guerra Mundial”.

A recessão mundial “vai ter sérias repercussões nas nossas economias e na edificação das nossas sociedades”, afirmou Bini Smaghi num evento em Berlim, citado pela Bloomberg, acrescentando que “eles vão estar expostos a constrangimentos e a um ‘stress’ severo”.

O Fundo Monetário Internacional, no dia 28 de Janeiro, reviu em baixa as suas estimativas para o crescimento económico a nível mundial para 0,5% dos anteriores 2,2%.

Isto, a acontecer, será a mais fraca expansão desde a II Grande Guerra Mundial.

A economia da Zona Euro contraiu-se o máximo no quarto trimestre, desde que há registos, ou seja desde 1995, uma vez que a crise financeira prejudicou as exportações e as empresas reduziram o investimento.

“Tenho a sensação que alguns responsáveis políticos pensam que as suas economias vão regressar ao estado equilibrado que tinham antes do início da crise”, afirmou o responsável, acrescentando que “eles parecem não estar a perceber que isso já era, na verdade um estado de desequilíbrio, caracterizado pelo excesso de empréstimos ao sector privado. Esta percepção poderá conduzir a decisões políticas inadequadas”.

Uma lição que se retira da crise é a de que a política monetária deve permanecer orientada de forma estável e não “ceder a pressões”, sublinhou Bini.

Os responsáveis do BCE, nomeadamente o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet disse que estão relutantes em seguir o exemplo da Reserva Federal dos EUA em baixar os juros para perto de zero.

“O que é mais importante para nós é que os responsáveis políticos não se concentrem meramente em soluções de curto prazo e, em vez disso, adoptem uma perspectiva de longo prazo, com o objectivo de assegurar uma recuperação sustentada”, disse Trichet no Parlamento esta semana.

O responsável disse ainda que “também precisamos de nos assegurar que as decisões de hoje não provoquem desordens no futuro”.

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