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Mercado de crédito dá sinais de melhoria

A TED Spread, barómetro da propensão dos bancos para emprestar dinheiro, fixou-se abaixo dos 150 pontos base pela primeira vez desde o colapso da casa de investimento Lehman Brothers, em Setembro, dada a convicção de que os juros norte-americanos perto do zero e as promessas de novas injecções de dinheiro do governo ajudarão a descongelar o mercado do crédito.

Negócios negocios@negocios.pt 22 de Dezembro de 2008 às 16:01
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O TED Spread, barómetro da propensão dos bancos para emprestar dinheiro, fixou-se abaixo dos 150 pontos base pela primeira vez desde o colapso da casa de investimento Lehman Brothers, em Setembro, dada a convicção de que os juros norte-americanos perto do zero e as promessas de novas injecções de dinheiro do governo ajudarão a descongelar o mercado do crédito.

A Libor britânica, que é a taxa que os bancos cobram entre si para empréstimos em dólares a três meses, caiu três pontos base, ou 0,03 pontos percentuais, para 1,47%, anunciou hoje a Associação Britânica de Banqueiros citada pela Bloomberg. A taxa “overnight” em dólares manteve-se quase inalterada, nos 0,11%.

O TED "Spread" mede a diferença entre o valor pago pelo Governo e pelos bancos americanos, nos empréstimos pedidos com um prazo de três meses. Hoje este "spread" fixou-se nos 148 pontos base, o nível mais baixo desde 12 de Setembro, a sessão anterior à falência do Lehman.

“Há expectativas de que os bancos centrais mantenham a liquidez no mercado e que tenhamos mais ou menos uma taxa zero nos EUA, pelo que, com o tempo, as taxas de juro do monetário devem diminuir”, comentou à Bloomberg um operador do mercado monetário, Jan Misch, da entidade financeira alemã Landesbank Baden-Wuerttemberg.

Os bancos centrais estão a injectar dinheiro no sistema financeiro para combaterem a pior crise económica desde a Grande Depressão. Os mercados do crédito, que se estreitaram após a falência da Lehman, continuam congelados devido às perdas e amortizações de activos decorrentes da crise no mercado hipotecário.

Na semana passada, a Reserva Federal norte-americana cortou os juros directores para um intervalo entre os 0% e os 0,25% e anunciou que colocará mais dinheiro na economia.

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