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Merkel e Sarkozy perdem eleições internas

A força dos líderes políticos da Alemanha e da França no contexto europeu vai perdendo reflexo ao nível da política interna, tendo o partido de ambos sido castigado nas urnas em eleições regionais.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 28 de Março de 2011 às 09:08
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Depois de perder em Fevereiro o governo da importante cidade-estado de Hamburgo para o SPD, e, na semana passada, sentir dificuldades em vencer as regionais na Saxónia-Anhalt (Leste), o partido da chanceler alemã, Angela Merkel, perdeu este fim-de-semana a liderança do Governo Regional de Baden-Württemberg.

A União Democrata Cristã (CDU) alcançou 38% dos votos, mas o parceiro Partido Liberal (FDP) apenas conseguiu 5%, conferindo assim maioria à coligação de centro esquerda, formada pela SPD (23%) e pelos Verdes (25%). Os ecologistas alemães podem mesmo ficar à frente do governo deste que é um dos estados federados mais ricos e era bastião dos conservadores desde 1953.

A ida às urnas nesta região cuja capital é Estugarda eram encaradas na Alemanha como as mais importantes de um conjunto de sete eleições que decorrem este ano e, assim, como o principal teste ao governo liderado por Merkel.

Segundo analistas citados pela Lusa, este não será apenas um revês ao nível regional, mas terá grande impacto para a governação nacional, uma vez que reduz ainda mais o peso da coligação na Câmara Alta do Parlamento (Bundesrat) -- onde a chanceler não tem maioria --, dificultando a aprovação de legislação.

Sarkozy com reeleição em risco

Em França, o líder do Eliseu não tem mais motivos de sorriso. Antes pelo contrário. Isto porque o partido do presidente Nicolas Sarkozy perdeu ontem a segunda volta das regionais em França para os rivais socialistas, que recolheram 35% dos votos. A UMP de Sarkozy ficou-se pelos 18,89%, o que lhe dá uma curta vantagem inclusive à direita para a Frente Nacional, que conseguiu 10,1%.

Além do ressurgimento em força do partido de extrema-direita agora liderado por Marine Le Pen (filha do histórico Jean-Marie) – em algumas áreas conseguiu votações de 40% – este que foi o último acto eleitoral antes das Presidenciais francesas em Abril de 2012 fica ainda marcado pela abstenção recorde do eleitorado francês. Segundo o Ministério do Interior terá ficado acima dos 56%.
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