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Merkel "encorajada" pela consolidação orçamental de Portugal

A chanceler alemã disse esta manhã sentir-se "encorajada" pelos esforços de redução do défice que estão a ser realizados por Portugal e Espanha. Disse também que não acha que o euro esteja a correr perigo de vida.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 17 de Novembro de 2010 às 10:01
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“Sinto-me encorajada”, referiu Angela Merkel, referindo-se aos resultados dos processos de saneamento das finanças públicas em curso em Portugal e em Espanha.

Já ontem, o comissário do euro, Olli Rehn, e Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo (ministros das Finanças do euro), haviam traçado uma fronteira clara entre os problemas da Irlanda e os de Portugal, frisando que a banca portuguesa é "mais resistente e saudável" e que o Estado tomou medidas "robustas" para reduzir o défice que deverá chegar ao fim deste ano ao equivalente a 7,3% do PIB, o que compara com 32% na Irlanda.


Em declarações citadas pela agência Bloomberg, a chanceler alemã pôs também travões no dramatismo em torno do eventual fim do euro.

Depois de na segunda-feira ter avisado que a Alemanha teria de fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para salvar a moeda europeia, porque o seu fim ditaria o fim do próprio projecto de integração da UE, Merkel diz agora que “não pensa que a Zona Euro esteja em perigo”.
O que está a atravessar é um período de “turbulência” que, acredita, será ultrapassado.

Sobre a eventual ajuda à Irlanda, a chanceler garantiu que esta será fornecida logo que se revele necessária.


A Irlanda acabou ontem à noite por aceitar iniciar negociações "rápidas e concisas" com o Fundo Monetário Internacional, BCE e Comissão Europeia com vista a "preparar um potencial programa de apoio" à banca irlandesa, de modo a garantir que as verbas necessárias estarão rapidamente à disposição "caso se revelem necessárias".


Se a Irlanda pedir formalmente ajuda, a Europa estará então em condições de socorrer a banca do país "num prazo de cinco a oito dias úteis" e será capaz de disponibilizar "montantes significativos" através do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), explicou o comissário do euro, Olli Rehn.


Segundo a Imprensa internacional, em causa estará uma ajuda de 80-100 mil milhões de euros. Este valor coincide com cálculos apresentados nesta semana pelo Barclays Capital em torno das necessidades de recapitalização da banca irlandesa até 2013. Coincide ainda com as estimativas mais elevadas – 80 mil milhões em vez de 50 mil milhões de euros - que vários analistas fazem da injecção total de capitais públicos que o Estado irlandês terá de realizar para evitar o colapso do seu sistema financeiro.



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