Política Metas do Governo põem Portugal numa trajectória de convergência com a UE

Metas do Governo põem Portugal numa trajectória de convergência com a UE

Costa já respondeu ao desafio de Marcelo. O primeiro-ministro explicou que a economia tem tido dificuldade em adaptar-se a vários factores, mas que agora é preciso convergir com a Europa e voltar aos níveis de crescimento do início do século.
Metas do Governo põem Portugal numa trajectória de convergência com a UE
Pedro Elias/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 25 de abril de 2017 às 16:19
O primeiro-ministro defendeu esta terça-feira, 25 de Abril, que as metas do Governo para o crescimento económico colocam Portugal no caminho da convergência com a União Europeia (UE) e abrem a possibilidade de regressar a ritmos de crescimento semelhantes aos do início deste século.

António Costa falava nos jardins da residência oficial do primeiro-ministro, abertos para as comemorações dos 43 anos do 25 de Abril de 1974. O chefe do Governo respondia a questões colocadas pelos jornalistas a propósito do desafio lançado esta manhã pelo Presidente da República que deseja mais criação de riqueza e melhor distribuição até ao final desta legislatura.

"Todos os dias trabalhamos para isso", disse Costa, acrescentando que vê nas palavras do chefe de Estado um "estímulo". 

Questionado sobre se as metas do Governo para os próximos anos vão ao encontro do desejo revelado por Marcelo, António Costa afirmou que "as metas do Governo são as que se encaminham para o que temos de conseguir, que é retomar uma trajectória de convergência com a UE e voltarmos aos ritmos de crescimento que tínhamos no início deste século".

O líder do Executivo justificou a dificuldade em apresentar taxas de crescimento mais altas com os obstáculos que a economia portuguesa tem encontrado. "Desde 2000 até agora a média de crescimento [do PIB] é de 0,2% ao ano", disse, acrescentando que a economia "tem levado tempo a adaptar-se ao euro, à globalização, ao alargamento a leste".

Costa defendeu que Portugal tem de se centrar "duradouramente numa visão de médio prazo", com o Governo a argumentar a necessidade de investir num crescimento sustentado - a qualificação dos cidadãos e a inovação empresarial. "É por isso que temos uma agenda para a década", concluiu.



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