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Mexia considera que Constitucional tomou algumas decisões “desenquadradas”

António Mexia está convicto que Portugal “irá conseguir acesso aos mercados”, mas considera que o Tribunal Constitucional tomou algumas decisões “desenquadradas” e que “não têm em consideração o contexto” do país. O presidente da EDP realça que o país precisa de regressar aos mercados e os direitos existentes “são também em função daquilo que é a capacidade que a economia tem em se financiar.”

16.º- António Mexia
Presidente executivo da EDP volta a subir na lista dos Mais Poderosos do Negócios.
Negócios 21 de Setembro de 2013 às 12:16
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“Portugal hoje já não tem uma pressão de há dois anos: ter ou não acesso a financiamento. Vemos bom comportamento das exportações, vemos boa evolução em termos de crescimento. Obviamente ainda há muito por fazer a nível europeu, com uma atitude mais consistente, integrada e uma maior liderança, mas acho que Portugal irá conseguir acesso aos mercados”, afirmou o responsável em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo.

 

“Para isso é decisivo que não se haja decisões” como as que já foram tomadas, como os chumbos do Tribunal Constitucional. “Acho que foram decisões relativamente complicadas, que não têm em consideração o contexto. Temos de ter a noção que temos de ter acesso ao  mercado e os direitos são também em função daquilo que é a capacidade que a economia tem em se financiar.”

 

“Acho que há que ter uma abordagem muito clara no que diz repeito ao que são os próximos passos e reformadas e que as decisões tenham em linha de conta esta obrigação de que temos de nos financiar.”

 

“Houve algumas decisões que parecem desenquadradas”, afirmou, considerando que “a leitura da Constituição tem de ter, obviamente, em conta o que são as restrições de mercado.”

 

Mexia considera que “as medida apresentadas [de corte de despesa] terão de evitar ao máximo um chumbo, mas a decisão do Tribunal Constitucional vai ser decisiva”, acrescentando que o financiamento do país e das empresas está nas mãos destas medidas. “A capacidade de discutir de uma empresa ou de um país são momentos muito curtos junto dos invetsdores e se se criar uma noção de alguma dificuldade ou rigidez e de alguma intransigência interna sobre a redução de custos obviamente seria negativo nesses poucos minutos e por isso passa-se a discutir outro país.”

 

António Mexia diz concordar com Passos Coelho quando o primeiro-ministro diz que o problema não é a Constituição, mas a interpretação da mesma.

 

O presidente da EDP considera que a “austeridade era uma componente absolutamente indispensável. Aquilo que é a diminuição do peso do Estado era decisiva. Essa reforma não foi iniciada no momento em que devia ter sido. Houve algum atraso que era indipensável” para o crescimento do País

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