Política Passos Coelho: Mexidas no Governo "não têm significado político particular"

Passos Coelho: Mexidas no Governo "não têm significado político particular"

Primeiro-ministro confirmou estarem em curso “ajustamentos” no elenco governamental. Disse que o processo será concluído em breve e não se reveste de “significado político particular”.
Passos Coelho: Mexidas no Governo "não têm significado político particular"
Negócios 30 de janeiro de 2013 às 13:23

Pedro Passos Coelho confirmou esta manhã que está em curso um processo de substituição de membros do Governo, mas o primeiro-ministro não forneceu detalhes sobre o âmbito e o calendário do que chamou de “ajustamentos”.

 

Em resposta aos jornalistas, depois de ter discursado na Associação produtores do Vinho do Porto, em Vila Nova de Gaia, o primeiro-ministro disse que o processo será rápido, pelo que conta, em breve, informar o Presidente da República das substituições que, assegurou, “não têm significado político particular”.

 

"Vai ser necessário, como é público, substituir o senhor secretário de Estado Paulo Júlio e é muito provável que possa haver também algumas pequenas alterações ou ajustamentos nas equipas ministeriais que os senhores ministros entendam como oportuno".

 

Quatro dias depois da apresentação de demissão do secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio – na sequência deste ter sido notificado em 21 de Janeiro pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra de um despacho de acusação pela alegada prática, em 2008, enquanto presidente da Câmara de Penela, de um crime de "prevaricação de titular de cargo político" – a "TVI" avançou nesta terça-feira que são mais cinco os governantes que vão sair do Governo.

 

Segundo o canal de televisão, Almeida Henriques, Daniel Campelo, Pedro Martins, Carlos Oliveira e Paulo Núncio estão também de saída. Nenhuma destas saídas teve confirmação oficial.

 

Questionado sobre se admite vir a fazer uma remodelação mais alargada do Governo antes das eleições autárquicas, Passos Coelho disse não fazer "especulações sobre remodelações do Governo ou de ministros".

 

Instando a comentar se instabilidade no PS o preocupa ou sossega, Passos Coelho respondeu que nem uma coisa nem outra, tendo também recusado elaborar sobre 

este assunto, argumentando que não cabe a um chefe de Governo pronunciar-se sobre a vida interna de um outro partido, mesmo sendo o PS o maior partido da oposição, ocupante de um lugar “obviamente importante no xadrez político” do país.

 

Em contagem decrescente para as eleições autárquicas de Outubro, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, ameaçou candidatar-se à liderança do PS na reunião da comissão política, que terminou era já madrugada desta quarta-feira, mas, no final, acabou a dizer que irá trabalhar para a unidade e evitar a confrontação com António José Seguro.

 




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