A carregar o vídeo ...
Em direto Negócios Iniciativas

Os seguros em Portugal | 8ª Edição

Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Miguel Frasquilho: "Precisamos de condições para pagar a nossa dívida"

Miguel Frasquilho considera que mesmo que Portugal faça "tudo certinho" isso não chegará para pagar a dívida. O deputado do PSD defende a necessidade de "uma ajuda dos credores". Mas volta a demarcar-se do Manifesto dos 70, que defende uma reestruturação da dívida.

Bruno Simão/Negócios
Filipa Lino flino@negocios.pt 20 de Março de 2014 às 16:23
  • Partilhar artigo
  • 68
  • ...

"Precisamos de condições para pagar a nossa dívida", defendeu Miguel Frasquilho no Fórum das Políticas Públicas, acrescentando que o cenário traçado pela troika para a evolução da dívida pública está "para lá de optimista".

 

Para o deputado do PSD a decisão de como sair do programa de ajustamento "não é só de Portugal" mas também da Europa. "Talvez sejamos empurrados para uma saída limpa como a Irlanda", admitiu Miguel Frasquilho.

 

O economista reconhceu que ficou surpreendido com o desempenho económico do país. "A economia acabou por virar com um dinamismo que, sinceramente, me surpreendeu", referiu.

 

Mas lamentou que "tivesse que vir uma troika estrangeira dizer-nos o que tínhamos que fazer" e a um ritmo "desadequado". "A troika não foi muito simpática na maior parte das ocasiões", admitiu.

 

E avisa que o caminho continuará a ser muito doloroso, mesmo depois do fim do programa. "Não há volta a dar", concluiu.  

 

"Se decidíssemos unilateralmente não pagar [a dívida] seria terrível", sublinhou o deputado do PSD, acrescentando que "a nossa melhor opção continua a ser cumprir". 

 

Miguel Frasquilho é uma das vozes que criticaram o manifesto dos 70. O deputado do PSD defendeu a posição de Passos Coelho ao rejeitar uma reestruturação da dívida.

 

Num artigo de opinião publicado no Negócios a 17 de Março Frasquilho considera o momento “inadequado” e diz acreditar que haverá um tempo “próximo”, após as eleições europeias, para que as condições de reembolso da dívida pública portuguesa “possam ser (de novo) melhoradas”. Mas tudo isto será feito, sublinha, “discretamente com os credores”. 

 

Em matéria de política fiscal, Frasquilho defende que o IRS deveria ser uma "prioridade". Mas admite que "tendo em conta os objectivos orçamentais será difícil fazer concessões nesse imposto".

 

O deputado do PSD espera que depois das eleições europeias existam melhores condições para que "os países mais endividados possam ter uma trajectória menos dura".

 

E acredita que a trajectória económica positiva dos últimos meses é para manter. "Não vejo nenhum sinal de que esta recuperação seja insustentável", defende.

 

(Notícia actualizada sexta-feira às 16h50 com mais declarações de Miguel Frasquilho)

Ver comentários
Saber mais Miguel Frasquilho PSD troika
Outras Notícias