Economia Miguel Frasquilho: "temos de atrair mais e melhor investimento"

Miguel Frasquilho: "temos de atrair mais e melhor investimento"

O presidente da AICEP salienta os resultados do investimento directo estrangeiro e das exportações de 2015. Mas diz que para esses números serem sustentáveis "temos de atrair mais e melhor investimento". O plano da AICEP prossegue.
Miguel Frasquilho: "temos de atrair mais e melhor investimento"
Pedro Elias
Alexandra Machado 02 de março de 2016 às 20:56
2015 marcou vários pontos que Miguel Frasquilho, presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), realça como "assinalável". Fala dos números relacionados com o investimento directo estrangeiro que, em 2015, atingiu os cinco mil milhões de euros. "É um valor muito interessante", realçou, em declarações ao Negócios, o responsável da AICEP, à margem do "roadshow21" em Setúbal dedicado à economia do mar.

Miguel Frasquilho enfatizou, por outro lado, os números das exportações em 2015. "
Ultrapassaram pela primeira vez a barreira dos 40% produto interno bruto". É também "um resultado assinalável", mas "queremos crescer".

Salientou, por outro lado, que para estes números serem sustentáveis "temos de atrair mais e melhor investimento", mas escusou-se a adiantar o valor que a AICEP está a negociar para investimentos estrangeiros.

E em relação ao que se está a passar em Angola, Brasil e Venezuela, economias afectadas pela queda dos preços do petróleo, e que são mercados importantes para o comércio português, Miguel Frasquilho prefere salientar os casos positivos, apontando, como exemplo, os Estados Unidos da América, que compraram mais 20% de bens e serviços a Portugal. "Mesmo com esses casos, como os de Angola, a verdade é que exportações cresceram em termos reais mais de 5% em 2015", concluiu.

Questionado sobre os impactos da mudança de Governo no plano estratégico do organismo, Miguel Frasquilho garante que não houve alterações, prosseguindo com o plano base. As mudanças que existiram nesse programa prendem-se com circunstâncias dos mercados e não com políticas nacionais. É o caso da abertura de escritórios no Irão - cujo concurso vai ser lançado em breve - e Cuba. "Estamos a implementar o plano estratégico", com pequenas mudanças. Há também um concurso lançado para a abertura de um escritório em Mumbai, que irá reforçar a presença na Índia, onde a AICEP já está em Nova Deli.

Miguel Frasquilho garante ainda que a rede de FDI Scouts, especialistas na captação do investimento estrangeiro, figura criada no plano estratégico, vai "estar no terreno muito em breve, em Abril, Maio o mais tardar. As coisas correm conforme o planeado", garantiu, salientando que "temos tido uma boa convivência com a tutela, tal como tínhamos com a anterior". A AICEP está na tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros.



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