Saúde Ministro da Saúde reconhece "quantidade significativa" de hospitais em "falência técnica"

Ministro da Saúde reconhece "quantidade significativa" de hospitais em "falência técnica"

O ministro da Saúde admitiu hoje a existência de "uma quantidade significativa" de hospitais em "falência técnica", situação que deverá ser revertida com o reforço do seu capital estatutário, que está em curso.
Ministro da Saúde reconhece "quantidade significativa" de hospitais em "falência técnica"
Miguel Baltazar
Lusa 28 de fevereiro de 2018 às 10:46

Adalberto Campos Fernandes proferiu a afirmação durante uma audição na comissão parlamentar da Saúde sobre política do sector e a propósito da verba de 1,4 mil milhões de euros que foi anunciada para os hospitais pagarem as suas dívidas.

 

Segundo o ministro, 400 milhões de euros foram já transferidos no final do ano, apesar de o valor ainda não ter sido totalmente executado.

 

Para breve está também, segundo o ministro, o desbloqueamento de mais 500 milhões de euros, bem como uma outra tranche no mesmo valor.

 

Este montante irá, segundo Adalberto Campos Fernandes, "corrigir a fragilidade orçamental dos EPE [hospitais Entidades Públicas Empresariais]".

 

"Permite retirar da falência técnica uma quantidade significativa de EPE", disse.

 

Segundo dados divulgados na segunda-feira pela Direcção-Geral de Orçamento (DGO), os pagamentos em atraso das administrações públicas atingiam 1.188 milhões de euros no final de Janeiro, sendo que a maior parte se referia ao sector da saúde.

 

Deste valor destaca-se os 951 milhões de euros em dívida em atraso dos hospitais EPE (acima dos 837 milhões de Dezembro e dos 613 de Janeiro de 2017).

 

O Governo disse, nesse dia, esperar uma "redução pronunciada dos pagamentos em atraso ao longo de 2018", desde logo devido ao reforço de capital feito no final de 2017 nos hospitais EPE, que "começará a produzir efeitos a partir de Março".

 

No final de Janeiro, o ministro das Finanças, Mário Centeno, reconheceu no parlamento que existe um problema com os pagamentos aos fornecedores na saúde, justificando o facto com o aumento de investimentos no sector.




A sua opinião14
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentários mais recentes
E tem muita Razão 14.03.2018

São Lóbis que nos tem permanentemente os Cofres dos Portugueses debaixo de Olho, e Estes Lóbis Organizados personificados pelo novo PSD, acabarão por levar o País mais uma vez á Falência, o Povo desta vez não será inocente e agirá em Conformidade.

eleitor 02.03.2018

Só posso testemunhar , o descalabro generalizado em termos de cuidados aos Idosos . A carência evidente de meios Medico -Sociais , levam diariamente a ver o que se passa nos Serviços de Urgências Hospitalares . Idosos com quadros Clínicos graves , serem medicados e reencaminhados para suas casas

anonimo 28.02.2018

Então não há dinheiro para o SNS?Mas eu pensava que estávamos melhor que os escandinavos, pois até vamos construir em lisboa um hospital veterinário público .Ai desculpem, tinha-me esquecido que para alguns partidos os animais estão à frente das pessoas

Anónimo 28.02.2018

A dívida pública portuguesa nunca foi tão elevada em valor absoluto e pouco ou nada é sustentável tendo em conta que não existem multinacionais competitivas, criadoras de valor no mercado global, a repatriar os biliões que as multinacionais das economias mais avançadas repatriam todos os anos para a economia de origem onde se encontram os respectivos centros de decisão.

ver mais comentários
pub