Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Ministro afasta cenário de agravamento drástico do desemprego em 2009

O ministro do Trabalho recusou hoje a existência de dados que apontem para um drástico agravamento do desemprego em 2009, alegando que não há uma relação obrigatoriamente directa entre as variáveis do emprego e do crescimento.

Negócios com Lusa 21 de Outubro de 2008 às 16:23
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...
O ministro do Trabalho recusou hoje a existência de dados que apontem para um drástico agravamento do desemprego em 2009, alegando que não há uma relação obrigatoriamente directa entre as variáveis do emprego e do crescimento.

Falando aos jornalistas nas Jornadas Parlamentares do PS, Vieira da Silva referiu que os últimos dados oficiais apontam para uma taxa de desemprego [de 7,3%] mais baixa em 2008 do que a estimativa para 2009, [de 7,6%].

"Estamos a trabalhar com dados agregados. Infelizmente, a nossa previsão não é de continuidade da anterior tendência sólida. Os dados do Instituto de Emprego apontavam nos últimos nove meses para uma diminuição acentuada da taxa de desemprego", sustentou.

No entanto, logo a seguir, o membro do Governo adiantou que, por outro lado, "também não há dados que apontem para uma variação drástica do desemprego em Portugal".

"É certo que quanto maior o crescimento económico menor o desemprego. Mas essa lógica tem de ser encarada num período mais prolongado", ressalvou, numa alusão à previsão do Governo de que a economia portuguesa só crescerá 0,6 por cento no próximo ano.

Confrontado com as dúvidas sobre a forma de compatibilizar uma previsão de crescimento de 0,6% para 2009, que representa uma quebra face a este ano, com uma previsão de taxa de desemprego idêntica em 2008 e 2009, na ordem dos 7,6%, Vieira da Silva recusou a existência de uma relação obrigatoriamente directa entre as duas variáveis.

"Posso dar exemplos de crescimentos económicos de dois por cento em que o desemprego aumentou", argumentou.

De acordo com o membro do Governo, "não é a mesma coisa uma economia estar a passar de uma situação de crescimento elevado para uma situação de crescimento moderado, ou uma economia que estar a passar de uma situação de recuperação para uma situação de abrandamento dessa recuperação. Os efeitos no emprego não são exactamente os mesmos", defendeu.

Vieira da Silva insistiu depois que o Governo "fez uma previsão prudente" na proposta de Orçamento do Estado para 2009 no que respeita à evolução do emprego.

"Essa previsão não é optimista, mas também não há razão para validar cenários pessimistas", disse.

Ver comentários
Outras Notícias