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Ministro da Economia admite situação ainda "exigente e difícil" mas ultrapassável com "proactividade"

O ministro da Economia admitiu hoje que as previsões económicas do Banco de Portugal traduzem "uma situação exigente e difícil" no país, mas corrigem em alta as anteriores e podem ainda ser ultrapassadas com "proactividade".

Lusa 13 de Janeiro de 2010 às 14:12
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O ministro da Economia admitiu hoje que as previsões económicas do Banco de Portugal traduzem "uma situação exigente e difícil" no país, mas corrigem em alta as anteriores e podem ainda ser ultrapassadas com "proactividade".

"Naturalmente continuamos a viver uma situação exigente e difícil à escala internacional e, também, na economia portuguesa, mas, mais uma vez, estas previsões vêm corrigir as que tinham sido feitas num passado recente apresentando melhores resultados do que ainda há seis meses ou há um ano atrás se previa para a economia portuguesa", afirmou Vieira da Silva.

De acordo com o Boletim Económico de Inverno do Banco de Portugal (BdP), divulgado na terça-feira, a economia portuguesa deverá voltar ao crescimento já este ano, com um valor na ordem dos 0,7%, acelerando para 1,4% em 2011.

O banco central manteve ainda a estimativa apontada no último boletim para a evolução da economia em 2009, que estimava uma contracção de 2,7%.

Segundo salientou o ministro, para 2009 "temia-se uma recessão bem mais profunda do que aquela que muito provavelmente aconteceu" e, para 2010, "as últimas previsões do BdP ainda apontavam para a continuação da recessão económica e agora apontam já para um crescimento económico".

"Ainda que ligeiro - admitiu - este crescimento deixa-nos a ambição de trabalhar para que seja maior".

Falando no Porto no final da apresentação da 5ª fase do programa para modernização do comércio Modcom, Vieira da Silva destacou que as previsões do BdP para 2010 não estão "fechadas" e podem ainda ser "ultrapassadas" com uma "atitude de proactividade, vontade e ambição".

"Se tivéssemos ficado parados quando se previa uma recessão de quatro por cento para a economia portuguesa teríamos tido uma recessão de quatro por cento ou mais do que isso. Mas, como o país reagiu e teve uma atitude proactiva de combate a esta crise, felizmente conseguimos não evitar a recessão, o que seria impossível no quadro internacional em que vivemos, mas trazê-la para valores que são menos graves do que todos apontavam há um ano atrás", sustentou.

Para Vieira da Silva, com "essa atitude" será possível "ultrapassar as previsões já positivas, mas ainda insuficientes, e atingir uma reforma sólida, consistente e prolongada".

Relativamente à taxa de desemprego em Portugal, que segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) aumentou 0,1 pontos percentuais em Novembro, para 10,3%, e está acima da média europeia de 8,8%, o ministro afirmou que "as variáveis do desemprego normalmente são mais lentas a reagir do que as variáveis económicas" e admitiu uma redução já este ano.

"Consolidando um crescimento da economia portuguesa, ainda que lento, poderemos, numa primeira fase, estancar o crescimento do desemprego, para depois podermos ter a ambição de inverter esse crescimento. Naturalmente que será difícil consegui-lo já em 2010, mas a meu ver não é impossível", disse.

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