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Ministro da Economia pede que dêem a conhecer "marca Portugal" e lhe chamem Álvaro

"Prefiro que me chamem Álvaro do que me chamem ministro", afirmou Santos Pereira.

Lusa 25 de Junho de 2011 às 19:22
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De visita à Feira Internacional de Artesanato e antes de presidir à cerimónia de inauguração do certame, o ministro da Economia visitou vários ‘stands’, aconselhando todos os artesãos e criadores a destacarem a “marca Portugal” nos seus produtos.

Na sua primeira aparição pública, Álvaro Santos Pereira entrou na FIL e, em passo acelerado, começou de imediato a percorrer o primeiro pavilhão, fazendo perguntas e distribuindo apertos de mão.

“Uma bandeira portuguesa aqui, está bem? Assim são duas grandes marcas juntas, a da Madeira e a de Portugal”, disse ao visitar um ‘stand’ de bordados da Madeira, que tinham um pequeno selo da região autónoma.

Acompanhado pelo presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), Rocha de Matos e pelos presidente e vice-presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Francisco Madelino e Alexandre Rosa, o novo ministro da Economia, já em mangas de camisa, falou com ceramistas, viu peças de porcelana pintadas por alunos da Universidade de Aveiro e experimentou cadeiras feitas de uma fibra de cartão.

Álvaro Santos Pereira fez mesmo questão de se sentar numa destas cadeiras para a experimentar.

Confrontado com o preço daquela peça, 350 euros, o novo ministro respondeu que “os produtos de qualidade e de alto valor acrescentado não têm preço”, salientando que este “é importante, obviamente, mas também é importante que o preço seja aliado à qualidade e ao valor acrescentado”.

“É preciso uma forte marca ‘Portugal’ por detrás para promover o orgulho português e sairmos desta crise”, acrescentou.

Também num ‘stand’ onde eram feitas cadeiras em madeira e verga, Santos Pereira voltou a insistir na mesma ideia.

“Falta uma coisa que acho que é importante nisto tudo: falta uma bandeirinha portuguesa para mostrarmos que é um produto português e um produto de muita qualidade, senão pensam que não é português”, disse o ministro, que vivia há vários anos no Canadá e era professor universitário em Vancouver.

Na sua visita, Santos Pereira perguntou diversas a quem lhe aparecia pelo caminho sobre a ligação dos jovens ao artesanato: “Não há jovens a trabalhar nisto?”, questionou, num ‘stand’ de móveis pintados.

Já aos jornalistas, depois de ter sido questionado sobre a forma como gosta de ser chamado, o novo governante confessou dispensar os formalismos.

“Eu prefiro que me chamem sempre Álvaro, porque há uma coisa lá de fora que eu gosto. Quando cheguei a Inglaterra pela primeira vez, em vez de chamarem senhor professor a um professor catedrático que era meu orientador, chamavam-lhe Mark, e eu, a partir daí, achei que era muito bom e gosto bastante. Prefiro que me chamem Álvaro do que me chamem ministro”, afirmou.
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