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Ministro das Finanças atribui revisão em baixa a factores externos

O ministro das Finanças afirmou hoje que a Comissão Europeia reviu em baixa o crescimento português para 2008 devido ao abrandamento económico dos principais parceiros comerciais, subida de preços do petróleo e crise nos mercados financeiros.

Negócios com Lusa 28 de Abril de 2008 às 13:52
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O ministro das Finanças afirmou hoje que a Comissão Europeia reviu em baixa o crescimento português para 2008 devido ao abrandamento económico dos principais parceiros comerciais, subida de preços do petróleo e crise nos mercados financeiros.

A Comissão Europeia reviu hoje em baixa as previsões de crescimento para a economia portuguesa. O PIB deverá crescer 1,7% este ano, abaixo dos 2% previstos anteriormente. Para 2009 Bruxelas antecipa novo abrandamento da economia portuguesa, com o PIB a crescer 1,6%. Contudo, as previsões apontam para um crescimento superior à da Zona Euro (1,5%).

"Embora em 2007 a recuperação do crescimento económico português esteja assente na dinâmica do investimento privado, e as exportações revelem uma dinâmica de mudança estrutural, com diversificação do seu mix tecnológico e geográfico, a Comissão Europeia considera que o menor crescimento dos principais parceiros comerciais, a subida dos preços do petróleo e dos produtos alimentares e a turbulência nos mercados financeiros fundamentam a avaliação de que o ritmo de crescimento da economia portuguesa ficará abaixo da anterior previsão, contudo numa menor medida do que a revisão em baixa para a UE27 e a área do euro", disse à Lusa Teixeira dos Santos.

O ministro sublinhou que, segundo as previsões da Comissão Europeia, "a taxa de crescimento em Portugal converge com a da área do Euro em 2008 e, em 2009, situar-se-á ligeiramente acima".

"A Comissão Europeia reafirma a maior solidez dos fundamentais económicos da União mas, conforme se esperava, considerou que aquelas condições nos mercados e o agravamento da conjuntura económica dos EUA conduzirão a um abrandamento do crescimento económico na UE27, na área do euro e na generalidade dos seus Estados-Membros", concluiu o ministro do Estado e das Finanças.

Nas previsões económicas do Outono passado, divulgadas em Novembro, Bruxelas previa um crescimento de 2,0% para Portugal em 2008, enquanto Lisboa estimava, em Dezembro, no Programa de Estabilidade actualizado, um aumento da riqueza de 2,2% para o corrente ano.

Num "cenário de políticas económicas inalteradas", dito de outra forma, se o governo português não tomar medidas, a Comissão Europeia prevê a continuação da desaceleração económica em 2009 para 1,6% do PIB, contra 1,8% na UE, mas acima da Zona Euro (que crescerá 1,5%).

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