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Ministro das Finanças dos EUA termina em São Bento visita oficial centrada nos dois grandes do euro e num resgatado

Quarta visita oficial à Europa teve apenas três etapas: nas capitais dos dois maiores países do euro e na de um dos resgatados. Secretário de Estado do Tesouro norte-americano chega esta tarde a Lisboa vindo de Berlim e depois de, na véspera, ter pedido em Paris mais crescimento.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 08 de Janeiro de 2014 às 13:28
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A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, reúne-se nesta quarta-feira, 8 de Janeiro, com o seu homólogo norte-americano. Jack Lew tem também encontros marcados com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e com o vice-primeiro-ministro Paulo Portas, terminando em São Bento o programa oficial da sua quarta visita oficial à Europa que contou com apenas três etapas: nas capitais dos dois grandes do euro – Paris e Berlim -  e na de um dos países resgatados.

 

A sua chegada a Lisboa coincide com um período em que Portugal começa a preparar o pós-troika, sendo fundamental que o país seja bem sucedido nas operações de venda de dívida pública para reduzir o risco de um segundo resgate, e em que tem à venda o negócio segurador da CGD, para o qual existe uma proposta norte-americana da Apollo e uma outra chinesa financeiramente mais atractiva.

 

Jack Lew iniciou o seu périplo europeu em Paris, na terça-feira, onde se reuniu com o presidente francês, François Hollande, e com o ministro das Finanças, Pierre Moscovici tendo defendido que a Zona Euro deve aplicar estímulos para favorecer o crescimento económico, como ocorre nos Estados Unidos.

 

"Continuamos a dizer, como temos feito, que se deve estimular a procura a curto prazo", disse Lew, depois de ter sido questionado sobre se vê riscos de deflação na Zona Euro, depois de ter sido anunciado que a taxa de inflação anual na zona euro abrandou para 0,8% em Dezembro, depois de em Novembro ter ficado em 0,9%. "Acreditamos que tem de haver mais crescimento na Ásia e na Europa", acrescentou Lew, citado pela Lusa.

 

Por sua vez, Moscovici assinalou que tem um ponto de vista "muito convergente" com o do seu homólogo norte-americano sobre a necessidade de "um crescimento sólido" na Europa, com um equilíbrio entre o ajustamento das contas públicas e os estímulos ao crescimento. No entender do ministro francês, isso passa por um calendário "flexível" para os programas de redução do défice.

 

Moscovici aproveitou também para criticar um artigo recente da Newsweek sobre o "declínio de França", considerando que é um texto com "muitos erros".

 

Esta manhã, Lew esteve reunido em Berlim com o seu homólogo alemão, Wolfgang Schäuble, onde terá destacado “a importância de prosseguir políticas que apoiem a recuperação e a procura, aliviando o esforço de consolidação orçamental nos países onde for possível".

 

Segundo o que adiantou uma fonte governamental norte-americana ainda na semana passada, Washington defende que quem "têm espaço orçamental", como a Alemanha, deve “fazer mais para apoiar a procura". O encontro em Berlim coincide com a divulgação de dados que apontam para um aumento do excedente comercial alemão, cujas proporções foram recente e abertamente criticadas pelo Departamento dirigido pelo próprio Lew.

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