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Ministro das Finanças nega que Governo tenha adiado pagamento de dívidas por motivos eleitorais

O ministro das Finanças Teixeira dos Santos negou hoje, em Bruxelas, que o Governo tenha adiado o pagamento de dívidas às empresas por motivos eleitorais, uma resposta a acusações feitas por Manuela Ferreira Leite.

Negócios com Lusa 10 de Março de 2009 às 16:19
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O ministro das Finanças Teixeira dos Santos negou hoje, em Bruxelas, que o Governo tenha adiado o pagamento de dívidas às empresas por motivos eleitorais, uma resposta a acusações feitas por Manuela Ferreira Leite.

"O Governo não adiou nada", respondeu Fernando Teixeira dos Santos, precisando que "o que o Governo fez foi prolongar a oportunidade dada às autarquias de obterem financiamento para o pagamento das suas dívidas".

A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, acusou segunda-feira o Governo de estar a adiar o pagamento das suas dívidas às empresas por motivos exclusivamente eleitorais.

O ministro das Finanças explicou que "houve a abertura de uma linha de financiamento para as autarquias pagarem as suas dívidas" e "as candidaturas estiveram abertas durante um certo período de tempo", tendo o Governo decidido "prolongar esse período de tempo até Junho".

Segundo Teixeira dos Santos, o governo já pagou 1.800 milhões de euros de dívidas no âmbito do programa pagar a tempo e horas e do programa extraordinário para a regularização das dívidas.

"Já pagámos 1.800 milhões de euros e é isso que conta, é isso que importa à economia portuguesa", concluiu o ministro.

Na segunda-feira à noite, num jantar da Assembleia-Geral da Associação Comercial do Porto, Manuel Ferreira Leite afirmou que não pode "de forma nenhuma estar de acordo" com esta estratégia, considerando que "não é possível fazer política e resolver os problemas do País na base de calendários eleitorais".

"Não consigo desligar este adiamento do pagamento das dívidas do facto de haver eleições em Junho", afirmou, considerando que "o anúncio recente de que este processo foi adiado para Maio/Junho" é sinal disso mesmo.

Para a líder social-democrata, "isto é a primeira prestação. A segunda, está-se mesmo a ver, será em finais de Setembro", disse.

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