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Ministros europeus "preocupados" com dificuldades dos Governos em financiarem-se

Os ministros das Finanças da Zona Euro estão crescentemente preocupados com o facto de alguns Governos estarem a sentir dificuldades acrescidas em financiarem-se nos mercados internacionais.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2009 às 09:36
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Os ministros das Finanças da Zona Euro estão crescentemente preocupados com o facto de alguns Governos estarem a sentir dificuldades acrescidas em financiarem-se nos mercados internacionais.

Essa inquietação está expressa num documento confidencial preparado para a próxima reunião do G7, que terá lugar a 14 de Fevereiro em Roma – e que está a ser divulgado pela agência Bloomberg – segundo o qual o agravamento da amplitude entre as taxas de juro que têm de ser pagas aos investidores pelos diferentes países do euro é classificado de “desenvolvimento preocupante”.

Apesar de publicamente a maior parte dos responsáveis das Finanças considerar “normal” que os mercados penalizem as obrigações emitidas pelos países com maiores dívidas (interna e externa) – como é o caso de Portugal, Espanha, Grécia ou Itália – o documento que servirá de base à intervenção de Jean-Claude Juncker, na qualidade de presidente do Eurogrupo (que reúne apenas os ministros das Finança do euro) sublinha que estes “desenvolvimentos evidenciam a necessidade de os Estados-membros tomarem em linha de conta a sustentabilidade orçamental quanto analisam e implementam medidas de resgate” da banca e da economia real.

O diferencial entre as taxas de juro que Espanha, Itália, Grécia e também Portugal, têm de pagar nos mercados financeiros para obterem empréstimos a dez anos, atingiu valores recorde quando comparado com as taxas cobradas à Alemanha.

Esta dinâmica tem levado alguns responsáveis a questionarem a própria viabilidade da própria Zona Euro, na medida em que poderá tornar impossível a condução de uma política monetária única, e, no limite, levar os Governos a equacionarem desvalorizações cambiais que só seriam possíveis no quadro de um regresso às antigas moedas.

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