Economia Mira Amaral: António Mexia "continua a ser o verdadeiro ministro da Energia" em Portugal

Mira Amaral: António Mexia "continua a ser o verdadeiro ministro da Energia" em Portugal

O ministro da Indústria de Cavaco Silva crítica as competências do CEO da EDP dizendo que "julgava que ele sabia alguma coisa da análise económica e financeira das empresas", mas depois das críticas a Henrique Gomes, "acho que o homem também não sabe nada de análise económica e financeira".
Negócios 15 de março de 2012 às 15:42
A polémica das rendas excessivas pagas à EDP motivou críticas de Mira Amaral ao CEO da eléctrica. Depois das críticas da oposição à demissão de Henrique Gomes - a primeira baixa do Governo de Passos Coelho, apenas nove meses depois de tomar posse - num programa de televisão Mira Amaral, presidente do banco BIC Portugal, aponta baterias a António Mexia, CEO da EDP.

Durante o programa “Negócios da Semana”, da SIC Notícias, o ex-ministro defendeu que “António Mexia era o verdadeiro ministro da Energia do Governo Sócrates”. Tendo mesmo apontado que quem mandava nas políticas do sector energético era o CEO da EDP e não “o ministro Manuel Pinho”, que foi durante 2005 e 2009 ministro da Economia e da Inovação.

Mas se com Sócrates Mexia era o homem-forte do sector energético em Portugal, com Passos a questão não sofreu qualquer alteração. Durante o programa e “numa leitura rápida do que se passou”, o antigo ministro de Cavaco Silva defende que António Mexia “continua a ser o verdadeiro ministro da Energia do Governo PSD – PP” isto porque “ganhou ao ministro e ao secretário de Estado da Energia deste Governo”.

Para além de apontar baterias ao poder do CEO da EDP, Mira Amaral questiona também as qualificações de António Mexia. Para Luís Mira Amaral o responsável das Energias de Portugal “não sabe nada de energia, mas julgava que ele sabia alguma coisa de análise económica e financeira das empresas”. Contudo, e com as críticas de Mexia a Henrique Gomes, que classificou como “extremamente deselegantes”, Mira Amaral não tem dúvidas: “acho que o homem também não sabe nada de análise económica e financeira”.

Na última terça-feira, à saída da cerimónia de tomada de posse de Artur Trindade, Passos Coelho garantiu que esta alteração de cadeiras na secretária de Estado da Energia não era uma cedência ao sector. Por seu turno, Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, à saída desta mesma cerimónia garantiu que “as políticas do ministério e do Governo em relação ao sector da energia irão ser mantidas e iremos cumprir integralmente os preceitos do memorando de entendimento”.



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