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MNE quer realizar visita a Luaty Beirão

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português solicitou às autoridades angolanas a possibilidade de fazer, nos próximos dias, uma visita ao activista luso-angolano Luaty Beirão, que se encontra em greve de fome há já 29 dias.

Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 19 de Outubro de 2015 às 13:59
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A notícia avançada pela TSF revela que o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) solicitou às autoridades de Angola a possibilidade de nos próximos dias realizar uma visita a Luaty Beirão, um activista luso-angolano de 33 anos de idade que está em greve de fome há 29 dias.

 

A TSF refere que o MNE está a realizar contactos com as autoridades angolanas tendo em vista um encontro, nos próximos dias, com Luaty Beirão que foi detido, juntamente com outros 16 activistas, no dia 16 de Setembro por suspeitas de conspiração contra o regime liderado pelo presidente José Eduardo dos Santos.

 

Depois de iniciar a greve de fome  no dia em que terminou o prazo legal de 90 dias previsto pela lei angolana para a prisão preventiva, o rapper Luaty foi transferido para um hospital prisão tendo sido, entretanto, novamente transferido, desta feita para uma clínica privada, local onde permanece em prisão preventiva.

 

Ainda à TSF, o MNE reiterou que continua a acompanhar a situação e adiantou que a pretendida visita deverá ser feita por um diplomata da Embaixada de Portugal em Luanda. Luaty recebeu uma visita no passado sábado por parte de uma delegação de diplomatas da União Europeia que afiançaram que o rapper continua lúcido.

 

No dia 15 de Outubro, Luaty Beirão escreveu uma carta onde declarou que na " eventualidade de atingir o estado de coma ou desorientação cognitiva, prescindo da assistência". Uma missiva em que garante que a greve de fome foi iniciada por "vontade própria" e por considerar que os seus "direitos constitucionais" não estão a ser salvaguardados.

 

Na semana passada, do Palácio das Necessidades já havia sido dada a garantia de que as autoridades portugueses estavam "em contacto com as autoridades angolanas e com os familiares dos detidos". Pelo seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, defende que o Governo português estava a acompanhar a situação desde cidadão luso-angolano somente do "ponto de vista humanitário", rejeitando fazer comentários aos contornos políticos do caso visto tratar-se "de uma matéria interna de Angola."

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