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Moção de Boris Johnson para eleições a 15 de outubro no Reino Unido foi chumbada

Os deputados britânicos rejeitaram a moção do primeiro-ministro, Boris Johnson, no sentido de convocar eleições para 15 de outubro. Isto depois de a Câmara dos Comuns ter vetado esta tarde um Brexit sem acordo.

Boris Johnson
Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 04 de Setembro de 2019 às 21:37
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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, apresentou uma moção para poder marcar eleições gerais antecipadas para 15 de outubro. Os deputados da Câmara dos Comuns rejeitaram essa possibilidade, com a maioria a não querer eleições antes de 31 de outubro.

Um total de 298 deputados disse "sim" às eleições gerais antecipadas (56 pelo "não"), mas era necessária uma maioria de dois terços (434 votos) para a moção passar.

Boris Johnson já reagiu, dizendo que há 48 horas o líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn queria "travar o golpe" e deixar os cidadãos votarem. "Agora diz ‘travem as eleições e impeçam as pessoas de votar. (…) Penso que se tornou o primeiro líder da oposição na histórica democrática do nosso país a recusar o convite para eleições".

 

"Só posso especular sobre a razão por detrás da sua hesitação. A conclusão óbvia, receio, é que ele acha que não vai ganhar", acrescentou o primeiro-ministro.

Mas Jeremy Corbyn já tinha ontem dito que não votaria a favor de eleições antecipadas enquanto não houvesse legislação aprovada no sentido de excluir um Brexit sem acordo. Se o primeiro-ministro quer eleições, primeiro esta legislação terá de ser aprovada, declarou, citado pela CNN. E ainda falta o aval dos lordes para que isso aconteça.

 

31 de outubro, recorde-se, é a data em que o Reino Unido deverá sair da União Europeia se houver um acordo relativamente a importantes temas que ainda dividem os dois lados. Mas, caso não se obtenha esse acordo até 19 de outubro (dia a seguir à cimeira europeia), não haverá saída nessa data e será pedido à UE um novo prolongamento. E a legislação hoje aprovada prevê esse adiamento para 31 de janeiro (isto é, mais três meses face ao prazo atual).

Foi precisamente isso que foi aprovado ao final desta tarde na Câmara dos Comuns: um projeto de lei que impede o divórcio desordenado. Essa proposta legislativa seguirá ainda para a Câmara dos Lordes, onde começará amanhã a ser debatida, tendo de haver uma decisão até segunda-feira, dia em que a rainha Isabel II deverá aprovar esta chamada Lei Benn.


Após a aprovação de hoje na câmara alta do parlamento, Boris Johnson declarou que a aprovação desta legislação significa que as negociações acabaram, já que aprova o prolongamento do Brexit pelo menos até ao próximo ano e talvez durante mais anos.

 

Este será o terceiro adiamento da saída dos britânicos do bloco europeu.


O líder dos Conservadores disse também que vai a Bruxelas tentar que haja um acordo com a União Europeia (o que possibilitará a saída a 31 de outubro, como está previsto), mas também sublinhou que seria necessário marcar eleições antecipadas, uma vez que o parlamento britânico veta as decisões do governo. "Esta câmara alta não me deixou outra hipótese senão deixar que o povo decida quem governa", adiantou.

(notícia atualizada pela última vez às 22:11)

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