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Montepio mantém previsão de queda do PIB apesar de melhoria no retalho e indústria

Últimos indicadores económicos divulgados são positivos, mas insuficientes para alterar a estimativa do Montepio, que aponta para uma queda de 0,2% no PIB de Portugal no quarto trimestre.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 06 de Janeiro de 2014 às 13:28
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O Montepio manteve inalterada a sua estimativa de queda de 0,2% no PIB português no quarto trimestre, contra os três meses anteriores, mesmo depois de terem sido divulgados indicadores económicos que “mostraram comportamentos mensais tendencialmente favoráveis”.

 

No final de 2014 o Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou que a produção industrial observou um acréscimo mensal de 1,4% em Novembro, mais do que revertendo a queda do mês anterior.

 

Já as vendas a retalho aumentaram 3,1% em termos mensais, “uma subida intensa, mas que não conseguiu reverter a queda acumulada nos dois meses precedentes”.

 

O Montepio cita ainda o aumento das vendas de automóveis, mas conclui que apesar destes dados terem sido “favoráveis”, eram também “aguardados”, “acabando, assim, por não colocar em causa as nossas perspectivas de um regresso da actividade económica às quedas no quarto trimestre de 2013”.

 

A confirmarem-se estas estimativas, a economia portuguesa regressará assim a uma contracção, depois de dois trimestres consecutivos de alta. “Os dados não vieram também alterar as nossas perspectivas relativamente ao perfil do crescimento económico no derradeiro trimestre de 2013, com a contracção da actividade a ser provocada pela diminuição da procura interna” refere o Montepio, antecipando que o investimento e o consumo privado serão “penalizados pelo anúncio de um incremento na austeridade no âmbito da Proposta de OE 2014, com as exportações líquidas, por sua vez, a acabarem por compensar, mas apenas parcialmente, a contracção da procura interna”.

 

O indicador compósito do Montepio para o consumo privado, aponta agora para um decréscimo entre 0,5% e 0,7%, “penalizado pela já referida dinâmica ligeiramente desfavorável das vendas de carros, mas essencialmente pelas vendas a retalho e pela também provável queda no consumo de serviços”.

 

O banco assinala que esta estimativa é feita ainda com muita informação em falta para o quarto trimestre e surge depois do consumo privado ter crescido 1,1% em cadeia no terceiro trimestre. 

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