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Moody"s ameaça baixar "rating" de Espanha em até dois níveis (act.)

A única agência de "rating" que mantém a classificação máxima para a dívida espanhola, ameaça reduzi-la devido à deterioração das perspectivas de crescimento económico e aos desafios orçamentais que o governo espanhol enfrenta actualmente.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 30 de Junho de 2010 às 19:25
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A única agência de "rating" que mantém a classificação máxima para a dívida espanhola, ameaça reduzi-la devido à deterioração das perspectivas de crescimento económico e aos desafios orçamentais que o governo espanhol enfrenta actualmente.

A agência Moody’s colocou sob revisão a avaliação da dívida soberana espanhola e ameaça reduzi-la em um a dois níveis. A Moody’s é a única agência que mantém a classificação máxima para a dívida espanhola, depois da Standard & Poor’s e da Fitch terem reduzido o "rating" da dívida soberana de Espanha.

A Moody’s justifica a decisão com a deterioração das perspectivas de crescimento económico e os desafios orçamentais que o governo de José Luís Zapatero enfrenta actualmente.

"As perspectivas de crescimento de Espanha são mais frágeis do que outras economias classificadas com 'AAA'", afirma Kathrin Muehlbronner, analista da agência para Espanha.

Segundo a agência, no curto prazo, os ajustes orçamentais do Governo, em conjunto com maiores custos da dívida do Executivo, dos consumidores e das empresas, reduzirá "muito provavelmente, o crescimento económico do país", refere a mesma analista, citada pelo diário "El País".

A agência antecipa que Espanha vai demorar vários anos para recuperar do colapso do sector imobiliários, reduzir o nível de endividamento do sector privado e encontrar novas fontes de crescimento económico. A Moody’s estima que o crescimento anual da economia espanhola vai ser em torno de 1% entre 2010 e 2010.

Para a agência, o Governo precisa de realizar mais ajustes orçamentais. De acordo com os cálculos da agência, o rácio da dívida espanhola vai alcançar os 80% do PIB em 2014 e os custos de recapitalizar o sector bancário, quando “possíveis, podem ser muito maiores do que o previsto.

A agência elogia, ainda assim, as reformas já realizadas por Zapatero e considera que podem ajudar a aumentar o crescimento potencial de médio prazo.

Fitch e S&P já baixaram "rating" da dívida espanhola

No final do passado mês de Maio, a Fitch baixou o "rating" de Espanha da classificação máxima de "AAA" para "AA+", devido às perspectivas mais negativas para a evolução da economia espanhola.

"O processo de ajustamento da dívida privada e externa vai reduzir o ritmo de crescimento da economia espanhola no médio prazo", afirmou, na altura, Brian Coulton, responsável da Fitch pela dívida soberana.

Um mês antes da Fitch também a S&P reduziu o "rating" de Espanha de "AA+" para "AA", mantendo o "outlook" negativo. Esta decisão surgiu depois da agência ter revisto em baixa as previsões de crescimento da economia espanhola.

Em 2009, o défice orçamental espanhol atingiu os 11,2%.

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