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Moody’s coloca "rating" da ANA em vigilância "negativa"

Possibilidade de descida da actual notação de A3 deve-se à exposição da empresa às condições internas. Privatização poderá trazer ainda maior pressão de descida, refere a agência.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 21:04
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O “rating” da ANA-Aeroportos de Portugal pode vir a descer. É esse o resultado da colocação da notação financeira da empresa em vigilância negativa por parte da agência Moody’s. Esta acção segue-se à descida da classificação da dívida soberana portuguesa, que teve lugar hoje.

Até hoje de manhã, Portugal tinha um “rating” de A3, o mesmo que apresenta a dona dos aeroportos portugueses. Mas a classificação da dívida portuguesa desceu um nível para Baa1, o que poderá também acontecer com a classificação da ANA.

A Moody’s avisa que possíveis cortes do “rating” da República poderão conduzir a diminuições na notação da gestora dos aeroportos portugueses. A acontecer, a diferença entre as duas classificações nunca deverá ser superior a um nível.

Esta possível revisão do “rating” deverá estar concluída quando também a notação de Portugal deixar de estar em “outlook” negativo na opinião da agência.

As razões para uma descida passam pela exposição às dificuldades sentidas no mercado de dívida portuguesa e à incapacidade da ANA de se afastar das condições internas. A modesta existência de uma liquidez alternativa também prejudica a empresa.

Pelo lado positivo, a classificação de A3 reflecte o monopólio do sistema dos aeroportos portugueses e as dinâmicas de competitividade do mesmo, o programa de despesas de capital moderado e o endividamento da empresa, também ele moderado.

A privatização da empresa é, igualmente, referida pela Moody’s. A entrega a capitais privados de firmas estatais é uma das medidas faladas para melhorar os resultados económicos do país (já enunciada para o caso da ANA em 2010 pelo Governo de Sócrates, mas nunca cumprida), sendo uma proposta que se atribui ao programa do PSD, já que Pedro Passos Coelho já admitiu a entrada parcial em algumas empresas.

A Moody’s informa que poderá haver uma pressão de descida do “rating” da companhia, “dependente da estrutura de capital que resultar da privatização”.
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