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Moody’s: Condições de mercado vão determinar se Portugal precisa de recorrer ao FMI

Agência de notação financeira, que ameaçou hoje cortar o “rating” de Portugal em dois níveis, diz que serão as condições de mercado a determinar se o país terá que recorrer a ajuda externa, um cenário que até poderá ter um impacto positivo.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 21 de Dezembro de 2010 às 09:47
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A agência de notação financeira Moody’s colocou hoje o “rating” da dívida portuguesa em revisão para possível corte, alertando que a revisão a efectuar poderá ser de um ou dois níveis.

A acção a tomar agora vai depender de vários factores, com a agência de notação financeira a elencar os que vai estar atenta nos próximos tempos, para determinar qual a decisão a tomar.

O primeiro foco da Moody’s vai estar nas perspectivas de crescimento da economia, em particular “na avaliação do impacto que as reformas estruturais nos mercados de trabalho e produtos venham a ter no potencial de crescimento”.

A Moody’s vai estar ainda atenta ao sector exportador, para avaliar se o ritmo de crescimento registado até aqui é sustentável e será suficiente para anular o impacto negativo da redução da procura interna.

“Além da austeridade orçamental, será necessário pelo menos um crescimento moderado no PIB nominal para estabilizar, ou reverter, a actual trajectória adversa da dívida pública”, refere o relatório.

Acesso ao FEEF pode ter impacto positivo no curto prazo

Outro factor chave que a Moody’s vai acompanhar de perto diz respeito à capacidade de o Estado português se financiar no mercado de capitais.

Assinalando que acredita que o Governo “está determinado em reduzir o défice para 3% do PIB no médio prazo”, a Moody’s adianta que “os custos de financiamento mais baixos serão a chave para melhorar a sustentabilidade da dívida no longo prazo”.

É por isso que a Moody’s diz que serão “as condições dos mercados a determinar se o Governo português terá que decidir sair do mercado de capitais e recorrer ao Fundo Europeu de estabilização financeira (FEEF) para se financiar”.

Caso Portugal tenha mesmo que recorrer a ajuda externa da União Europeia e do FMI, a Moody’s salienta que tal cenário “pode ter um impacto positivo no perfil de risco” do país, “reduzindo as incertezas de curto prazo e estabilizando a trajectória dos custos de financiamento” do Estado português.

Apesar de reconhecer este impacto positivo de curto prazo, a Moody’s adverte que “as circunstâncias que podem levar Portugal a necessitar de ajuda, podem também aumentar as preocupações sobre as perspectivas de médio prazo de Portugal voltar a ter acesso ao mercado de capitais”.

A evolução do sector financeiro português é o outro factor a que a Moody’s vai prestar particular atenção. A agência colocou já recentemente o “rating” dos bancos portugueses em revisão e diz que vai agora analisar se Portugal terá que recapitalizar os principais bancos do país e quanto será necessário para o fazer, tendo em conta os diferentes cenários.

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