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Moody’s corta "rating" de Portugal em um nível

A agência de notação financeira reduziu o "rating" das obrigações de Portugal de A3 para Baa1 e disse que poderá efectuar mais cortes. A Moody"s afirma que quem ganhar as eleições legislativas vai ter que recorrer ao FEEF "com carácter de urgência".

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 07:38
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Este corte de "rating" foi "provocado, em primeiro lugar, pelas crescentes incertezas políticas, orçamentais e económicas", escreve a Moody’s num relatório citado pela Bloomberg.

A Moody’s reduziu hoje o 'rating' das obrigações do governo de Portugal para Baa1, de A3, e colocou-o sob revisão para "possíveis novos cortes", pode ler-se na nota de análise hoje divulgada.

A Moody’s afirmou que, quem quer que ganhe as eleições dia 5 de Junho, tem que recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) "de imediato" e que Portugal será capaz de recorrer à ajuda de outros Estados-membros da Zona Euro antes das eleições, caso seja necessário.

Os investidores acreditam cada vez mais que Portugal vai seguir a Grécia e Irlanda na procura da ajuda externa já que os juros das obrigações têm renovado sucessivamente máximos históricos. A cinco anos estão próximos dos 10%.

O primeiro-ministro, José Sócrates, demitiu-se o mês passado depois do PEC IV ter sido chumbado.

José Sócrates reiterou ontem em entrevista à TVI que vai lutar e fazer de tudo para evitar a ajuda externa a Portugal, considerando que se esse cenário acontecer a reputação de Portugal ficará manchada. E volta a apontar o dedo à oposição, com especial enfoque no PSD.

A agência de notação financeira tinha reduzido o "rating" da dívida portuguesa de A1 para A3 dia 15 de Março, afirmando, na altura, que a probabilidade de uma nova redução é maior do que um aumento. Os riscos de implementação da consolidação orçamental foram uma das razões para o corte. A perspectiva para a economia portuguesa é "negativa".

Na altura, a agência disse que, caso venha a ser considerada uma nova alteração da classificação da dívida portuguesa, a probabilidade é de que a mesma seja uma revisão em baixa e não em alta. Isto porque os receios passam pelas taxas de juro que o país tem de pagar para aceder ao mercado e o impacto que elas terão na economia e ainda pelo sucesso governamental no alcance das metas orçamentais.

Este corte acontece depois da Fitch ter reduzido em três níveis Portugal na passada sexta-feira, de A- para BBB-, mantendo as perspectivas "negativas", o que significa que poderá voltar a cortar a notação financeira do País.

No dia 29 de Março, a Standard & Poor's baixou o "rating" de Portugal para BBB-, um nível acima de "junk". Para a S&P, Portugal vai ter que recorrer à ajuda externa para se financiar.

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