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Moody’s prevê "mais três anos de ajustamentos dolorosos na Zona Euro"

A crise na Zona Euro não terá "qualquer resolução de curto prazo" e haverá "pelo menos, mais três anos de ajustamentos dolorosos na Zona Euro", considera um economista-chefe da Moody’s.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 26 de Outubro de 2012 às 12:52
"Não antevemos qualquer resolução de curto prazo para a crise da Zona Euro", afirmou Lucio Vinhas de Souza, economista-chefe da Moody’s, numa entrevista à Bloomberg.

"Temos de reconhecer que a Zona Euro alcançou ganhos significativos em termos de alterações institucionais. Temos expressado constantemente que achamos que os ajustamentos vão durar vários anos e esses vão ser anos dolorosos para a Zona Euro", acrescenta o responsável.

Lucio Vinhas de Souza sublinha que o crescimento económico não está nas mãos dos bancos centrais, sendo que estes o que podem, e estão a fazer, é "comprar tempo" aos governos para que estes consigam implementar reformas estruturais.

"Nenhum banco central tem a capacidade de começar o crescimento", afirma. "Um crescimento sustentável a médio prazo apenas surgirá com a introdução de reformas estruturais que exponenciem o crescimento. Por isso, o que a Fed e o BCE têm feito, é efectivamente comprar tempo às autoridades" dos vários países "para implementar reformas estruturais".

O economista considera que "vai haver choques ao longo do caminho, vai haver tensões, vários anos de ajustamentos dolorosos". E que apesar de terem sido feitos, nos últimos três anos metade dos ajustamentos necessários, ainda falta a outra metade. E, "considerando esses três anos, podemos antever, pelo menos, mais três anos de ajustamentos dolorosos na Zona Euro".

Lucio Vinhas de Souza diz que a região "ainda vai ser sujeita a potenciais choques, mas realço que o nosso cenário central para a Zona Euro é a sobrevivência na actual forma".
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