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Moody’s: Reformas estão a abrandar e riscos políticos a aumentar

A agência de notação financeira diz que os "ratings" da Zona Euro estão suportados pelo "moderado" crescimento da economia, mas alerta que as reformas estão a abrandar. E diz que há um crescendo de riscos políticos.

Bloomberg
Paulo Moutinho 18 de Março de 2016 às 08:36
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A Moody’s está preocupada com os países que partilham a moeda única. Diz que a economia irá crescer moderadamente, o que retira alguma pressão negativa sobre as suas avaliações para a dívida, mas alerta para o risco que é o facto de se estar a assistir a um travão nas reformas estruturais. E nota o aumento da tensão política na região.

"Enquanto os ‘ratings’ dos soberanos da área do euro deverão manter-se estáveis em 2016-2017, o abrandamento nas políticas de consolidação das contas públicas, os progressos limitados em termos de reformas estruturais e o aumento das tensões políticas criam riscos de longo prazo", refere o relatório.


Entre essas tensões, a Moody’s destaca a ameaça de "Brexit", alertando que poderá resultar no crescimento de "forças partidárias anti-sistema ou contestatárias nos Estados-membros", mas alerta também para os efeitos da crise dos refugiados na região.


Os refugiados poderão ser uma "fonte de desunião na União Europeia e vem aumentar os obstáculos à integração da Zona Euro, reduzindo a capacidade desta absorver choques ao aumentar as tensões políticas dentro e entre Estados-membros", refere a agência.


Fraco crescimento


A Moody’s prevê que o crescimento dos países da Zona Euro seja em torno de 1,5% em 2016. "Embora seja baixo em termo históricos, será suficiente para suportar os ‘ratings’ dos países no próximo ano ou um pouco mais", diz a agência que tem uma notação de "lixo" para Portugal. Falta um nível para passar para investimento de qualidade.


"Vemos pouca margem para subida dos nossos ‘ratings’ e há um crescente número de ‘núvens’ a juntarem-se", refere a agência que não antecipa que num contexto de baixo crescimento e baixa inflação (cerca de 0% em 2016), haja um esforço de redução da dívida. "A carga de dívida mantém-se elevada", alerta.

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