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Morgan Stanley alerta para risco de recessão na Zona Euro em 2005

A Morgan Stanley alerta para possível risco de recessão na Zona Euro no princípio de 2005 devido à com a valorização da moeda. A empresa acredita que os EUA continuem a pressionar o dólar e prevê que o euro ascenda aos 1,38 dólares no próximo ano.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 06 de Dezembro de 2004 às 16:12
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A Morgan Stanley alerta para possível risco de recessão na Zona Euro no princípio de 2005 devido à com a valorização da moeda. A empresa acredita que os EUA continuem a pressionar o dólar e prevê que o euro ascenda aos 1,38 dólares no próximo ano.

O crescimento económico da Zona Euro em 2005 deve ser de 1,4%, o que compara com uma estimativa inicial de 1,6%, de acordo com a Morgan Stanley, acrescentando que «vemos um risco de recessão no início de 2005». Esta revisão em baixa deve-se por um lado à subida do euro face ao dólar e por outro lado a uma «possível desaceleração da produção manufactureira».

A empresa acredita que «os EUA vão continuar a pressionar o dólar, contra a vontade do resto do mundo», acrescentando que «vemos a subida do euro para 1,38 dólares no próximo ano e a cotação média de 1,36 dólares em 2005». A empresa aposta na valorização da moeda europeia até os «mercados se virarem para a Ásia».

Com a escalada do euro a equipa da Morgan Stanley revê «em baixa as previsões de crescimento económico da Zona Euro para 2005 de 1,6% para 1,4%». A empresa adianta que estima que o Produto Interno Bruto (PIB) deve estagnar em 2005, devido aos preços do petróleo elevados e ao fortalecimento da moeda que faz com que a produção doméstica seja menos rentável e com que haja menos investimento.

«Se a evolução do euro e da economia» ficarem em linha com as previsões recentes da empresa «o BCE (Banco Central Europeu) deve manter as taxas de juro baixas por mais tempo do que o previsto», segundo a mesma fonte.

A Morgan Stanley adianta no mesmo comunicado que, na Alemanha, com o aumento dos preços do petróleo e com o euro a ascender a valores recorde, o índice ZEW – que mede a confiança dos investidores alemães – deve cair para zero em Dezembro, de 13,9 pontos registados em Novembro.

O investimento das empresas e o desemprego «devem corrigir mais do que as exportações», segundo a empresa, que acrescenta que para manterem os preços competitivos, «é provável que os produtores da Zona Euro cortem as despesas e os salários. Contudo, numa primeira fase, os consumidores devem beneficiar de um poder de compra forte».

Hoje a Goldman Sachs também divulgou as previsões para o próximo ano, em que defende que o BCE deve descer o preço do dinheiro em 50 pontos base em 2005 – de 2% para 1,5% – no que será a primeira alteração nas taxas de juro da Zona Euro desde Junho de 2003.

A Goldman Sachs reviu também a sua previsão para a economia da Zona Euro em 2005, antevendo agora um crescimento de 1,5%, contra os 1,8% anteriores.

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