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Moscovo: Ataques violam lei e causam danos significativos à relação EUA-Rússia

O Kremlin reagiu à intervenção militar desta madrugada na base síria de Shayrat acusando Washington de criar pretextos e de ter perpetrado uma agressão a uma nação soberana. Capacidade militar da base foi gravemente danificada.

Em primeiro lugar surge o presidente russo Vladimir Putin, que “continua a provar que é um dos poucos homens no mundo poderoso o suficiente para fazer o que lhe apetece – e sair impune disso”, escreve a Forbes, fazendo referência ao conflito da Crimeia e aos ataques conduzidos contra o autoproclamado Estado Islâmico na Síria
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 07 de Abril de 2017 às 07:39
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As autoridades russas condenaram esta sexta-feira, 7 de Abril, o ataque realizado esta madrugada pelas forças militares dos Estados Unidos contra uma base aérea síria, acusando Washington de violar a lei internacional e de causar danos significativos na relação entre os EUA e a Rússia.

De acordo com a Reuters, o Kremlin considerou que os ataques com 59 mísseis Tomahawk à base de Shayrat, lançados de um navio no Mediterrâneo, significam uma agressão a uma nação soberana.

A luz verde para o bombardeamento foi dada esta madrugada pelo presidente Donald Trump como resposta pelo uso de armas químicas por forças leais ao presidente sírio Bashar al-Assad num ataque esta semana que matou pelo menos 86 pessoas.

Putin considerou ainda que o ataque dos EUA é um sério obstáculo à criação de uma coligação internacional para combater o terrorismo e que a acção militar foi um "pretexto" para desviar as atenções das muitas mortes de civis causadas no Iraque.

Não houve vítimas de nacionalidade russa envolvidas nesta acção em território sírio mas todos os aviões ficaram destruídos e a base aérea ficou gravemente danificada.

O presidente russo - nos últimos anos um aliado de Assad - não foi informado do ataque, segundo o New York Times. Já a CBS refere que as forças russas foram avisadas antes da intervenção, algo que o porta-voz do Pentágono, Jeff Davis, confirmou.

Trump justificou esta madrugada a a intervenção - que vinha ameaçando nos últimos dias - com o "interesse vital" de "prevenir e parar a disseminação do uso de armas químicas mortais". "Anos de tentativas de tentar mudar Assad fracassaram e fracassaram dramaticamente," acrescentou o presidente norte-americano, citado pela Lusa. 

A acção militar, iniciada às 1:40, hora em Portugal Continental, a partir do navio USS Ross, visou hangares e depósitos de combustível da base aérea. 


Shayrat estará ligada ao ataque da passada terça-feira, 4 de Abril, que deixou quase 90 mortos na localidade de Khan Cheikhun, em Idleb, noroeste da Síria, com recurso a um gás neurotóxico, tipo 'sarin'. As forças norte-americanas divulgaram mapas com trajectos de aeronaves que partiram naquele dia daquela base aérea, sobrevoaram a localização atingida com armas químicas e regressaram à base.

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