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“Não me pronunciei antes porque estava a correr uma inspecção à Independente”

Não me pronunciei antes porque estava a correr um processo de inspecção à Universidade Independente" e o "Governo precisava de tomar uma decisão séria", em relação àquela instituição, explicou o primeiro-ministro, José Sócrates, na primeira entrevista dep

Negócios negocios@negocios.pt 11 de Abril de 2007 às 22:21
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"Não me pronunciei antes porque estava a correr um processo de inspecção à Universidade Independente" e o "Governo precisava de tomar uma decisão séria", em relação àquela instituição, explicou o primeiro-ministro, José Sócrates, na primeira entrevista depois da acesa polémica sobre a sua licenciatura.

José Sócrates apresentou certificados das instituições por onde passou, assim como os comprovativos de que pagou as propinas na Universidade Independente.

O líder do Executivo disse que frequentou quatro anos de bacharelato no ISEC de Coimbra, frequentou um ano no ISEL e obteve a licenciatura na Universidade Independente depois de ter frequentado um ano. "Fiz seis anos e meio no ensino superior público e apenas um ano numa privada" e "tenho aqui os certificados que provam" a passagem por todas estas instituições, disse, adiantando que concluiu ainda um MBA no ISCTE.

"Estou numa situação em que tenho o ‘ónus’ da prova" de que "não fui beneficiado".

Sócrates diz que deixou o ISEL por estar a frequentar um curso que lhe daria apenas equivalência a licenciatura e não o grau de licenciado. A escolha da Universidade Independente foi justificada com o facto desta ter ensino pós-laboral e de ter "prestigio na altura". "Não foi por ter mais facilidades" até porque, segundo o certificado do ISEL, "tinha uma média superior a 14 valores".

"É falso" que "tenha conseguido equivalência com um certo tratamento especial" afirmou. As equivalências foram dadas de uma forma "semelhante à dos outros alunos" adiantou".

José Sócrates salientou ainda que na altura de candidatura à Independente ainda não estava no Governo. "Era um mero deputado da oposição" recordou.

O responsável enviou um requerimento para se transferir para a Universidade e a resposta a esse pedido foi dada a 12 de Setembro. "Estávamos a um mês das eleições". "Não era membro do Governo, nem tínhamos ganho as eleições".

"O processo de equivalências não foi para alguém que estava no Governo", rematou.

Quanto ao futuro da Universidade Independente o primeiro-ministro sublinhou que "o Governo fará o que tiver de fazer", acrescentando que a Independente "tem de provar que não há deterioração pedagógica".

Sócrates rejeitou ainda qualquer relação com o professor que leccionou quatro das cinco cadeiras que tirou na Independente e que depois veio a assumir funções num instituto público, durante este Governo.

O primeiro-ministro também relativizou o facto de uma das cadeiras, inglês técnico, ter sido dada pelo reitor da universidade.

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