Economia NASA adia lançamento de sonda para domingo por razões técnicas

NASA adia lançamento de sonda para domingo por razões técnicas

A agência espacial norte-americana NASA adiou, por razões técnicas, para domingo o lançamento de uma sonda que vai estar mais perto do Sol e que estava previsto para hoje de manhã.
NASA adia lançamento de sonda para domingo por razões técnicas
Lusa 11 de agosto de 2018 às 10:58

Segundo a NASA, o adiamento para domingo do lançamento da sonda solar deveu-se a um problema de pressão relacionado com as botijas de hélio, verificando minutos antes da descolagem.

A sonda "Parker Solar Probe" devia ter sido lançada para o espaço, a partir da base de Cabo Canaveral, na Florida, nos Estados Unidos, às 03:33 locais (08:33 em Lisboa).

O lançamento passa, agora, a estar previsto para domingo às 03:31 locais (08:31 em Lisboa).

Apontada para chegar em Novembro, a sonda já teve dois anteriores lançamentos marcados, que também foram remarcados por razões técnicas. Este será o engenho humano mais rápido de sempre.

Pela primeira vez, a NASA deu a uma sonda o nome de uma pessoa que está viva, neste caso o astrofísico norte-americano Eugene Parker, de 91 anos.


Parker é o "pai" do conceito de vento solar que a sonda se propõe observar mais a fundo, ao viajar até bem perto da coroa do Sol, a camada mais externa da atmosfera da estrela, mais quente do que a sua superfície e de onde 'saem' partículas energéticas, sobretudo eletrões e protões.


Com o tamanho de um pequeno carro, a "Parker Solar Probe" tem uma 'esperança de vida' de sete anos. O seu escudo térmico, feito à base de carbono, permite-lhe resistir a temperaturas superiores a mil graus Celsius na sua maior aproximação ao Sol.


A sonda vai 'navegar' pela atmosfera do Sol aproveitando a 'janela de oportunidade' dada pela gravidade de Vénus, o segundo planeta mais próximo do 'astro-rei'.


De acordo com a NASA, o aparelho vai aproximar-se da superfície do Sol como nunca antes uma sonda o fez, permitindo obter as observações mais próximas de uma estrela.


Na sua órbita final pelo Sol, antes de colapsar, a sonda vai viajar a 696 mil quilómetros por hora, o que a tornará no objecto feito por humanos mais rápido de sempre, e estar a cerca de 6,1 milhões de quilómetros de distância da superfície da estrela, isto é, mais de sete vezes mais próxima do Sol do que a sonda Helios 2, que detém o actual recorde de distância.


Lançada para o espaço em 1976, a Helios 2, hoje inoperacional, chegou a estar a 43 milhões de quilómetros do Sol.

A "Parker Solar Probe" vai chegar perto o suficiente do Sol para, segundo a NASA, captar a variação da velocidade do vento solar e ver o 'berço' das partículas solares de maior energia.


Os cientistas querem perceber como a energia e o calor circulam através da coroa solar (constituída por plasma, gás ionizado formado a altas temperaturas) e explorar o que acelera o vento solar e as partículas energéticas.