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Negócios nos serviços derraparam mais de 30% em maio

O comércio por grosso, comércio e reparação de veículos e motociclos foi o segmento que mais negativamente contribuiu para o índice do volume de negócios nos serviços, apesar de ter recuperado face a abril.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 10 de Julho de 2020 às 11:32
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O índice de volume de negócios nos serviços diminuiu -31,2% em maio comparativamente ao mesmo mês do ano anterior.

Ainda assim, o volume de negócios em maio deslizou menos do que em abril, quando a queda foi de 37,3%, apontam os mesmos dados, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira, 10 de julho.

"Esta recuperação deveu-se essencialmente ao melhor desempenho do agrupamento do Comércio", explica o gabinete de estatística, na mesma nota.

O comércio por grosso, comércio e reparação de veículos e motociclos registou uma taxa de variação homóloga de -22,6%, o que espelha uma recuperação de 9,8 pontos percentuais face a abril. Esta é, ainda assim, a secção com maior contributo negativo para o índice total (-12,6 p.p.).

O maior peso foi mesmo do segmento de automóveis. O comércio, manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos apresentaram uma redução homóloga de 40,5% em maio (-59,1% em abril) e o comércio por grosso, exceto de veículos automóveis e motociclos, diminuiu 17,1% (-24,5% no mês anterior).

O segundo contributo mais negativo foi do setor de alojamento, restauração e similares – 7,1 p.p.. A variação deste segmento foi de -73,1%, que compara com -80,8% em abril. Isoladamento, o alojamento caiu 94,2% em maio (-94,9% em abril) e a restauração e similares recuou de 75,8% em abril para -65,5% em maio.

Em terceiro, ficam os transportes e armazenagem, com uma variação de -44,7% em maio (-48,0% no mês anterior), tendo contribuído com -6,2 p.p. para a variação do índice total. Nesta categoria destaca-se o desempenho negativo dos transportes aéreos, com redução homóloga de 84,7% em maio, valor idêntico ao mês de abril.

Os índices de emprego, de remunerações e de horas trabalhadas ajustado de efeitos de calendário, apresentaram variações homólogas de -8,5%, -13,2% e -27,8%, respetivamente (-6,3%, -10,7% e -28,7% em abril, pela mesma ordem).

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