Política Negrão: “Abandonarei a liderança do grupo parlamentar se houver uma rebelião”

Negrão: “Abandonarei a liderança do grupo parlamentar se houver uma rebelião”

Fernando Negrão foi eleito líder da bancada parlamentar do PSD, mas o resultado esteve longe de reunir unanimidade. De um total de 89 deputados, Negrão conseguiu apenas 35 votos. Já quem questionasse a legitimidade da eleição. O responsável acredita que tem condições para assumir o cargo.
Negrão: “Abandonarei a liderança do grupo parlamentar se houver uma rebelião”
Sara Antunes 23 de fevereiro de 2018 às 11:31

Fernando Negrão considera ter condições para liderar a bancada parlamentar, assumindo que só sairá se "houver uma rebelião", algo em que não acredita.

 

Fernando Negrão foi eleito, na quinta-feira, 22 de Fevereiro, líder da bancada parlamentar do PSD. Dos 89 votos possíveis (número de deputados do PSD) apenas 35 votaram favoravelmente. Ou seja, o responsável conseguiu 39,8% dos votos. Houve 32 votos em branco, 21 nulos e ainda um deputado que não votou.

 

Logo após serem conhecidos os resultados, Fernando Negrão reagiu considerando ter "condições para assumir a responsabilidade de líder parlamentar". E aproveitou para deixar críticas à bancada. Isto porque as suas listas eram compostas por um total de 37 deputados, um número superior aos votos que obteve. Há aqui um "problema de natureza ética" e não um problema político, porque "houve pessoas que aceitaram integrar a lista e votaram em branco", sublinhou ainda ontem Negrão perante os jornalistas. 

 

E as críticas a novo líder não demoraram a surgir. Paula Teixeira da Cruz, deputada e ex-ministra da Justiça, afirmou, ao Observador, que "a liderança da bancada do PSD não está legitimada nem do ponto de vista político nem do ponto de vista jurídico".

 

"Desisto com muita dificuldade, porque quando me proponho fazer alguma coisa gosto de levar até às últimas consequências. A minha intensão é levar igualmente [a liderança da bancada parlamentar] até às últimas consequências", afirmou ontem à noite na Sic Notícias.

 

"Abandonarei a liderança do grupo parlamentar se houver uma rebelião. Agora, estamos a falar de pessoas adultas. Além disso, essa rebelião, presumo eu, não está em curso", acrescentou.




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