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Noruega inaugura subida de juros na Europa

O banco central norueguês prepara-se para subir amanhã as suas taxas de juro de referência, convertendo-se na primeira autoridade monetária da Europa a encarecer o custo do crédito depois do deflagrar da crise financeira, há cerca de um ano

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 27 de Outubro de 2009 às 10:51
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O banco central norueguês prepara-se para subir amanhã as suas taxas de juro de referência, convertendo-se na primeira autoridade monetária da Europa a encarecer o custo do crédito depois do deflagrar da crise financeira, há cerca de um ano.

A expectativa praticamente consensual entre os vinte economistas consultados pela agência
Bloomberg é que o banco central do quinto maior exportador de petróleo do mundo suba a sua taxa de referência em um quarto de ponto, para 1,5%.

A concretizar-se, a Noruega será a segunda grande economia do globo a agravar os juros.
A primeira foi a Austrália que, no início deste mês de Outubro, anunciou um aumento de 0,25 pontos percentuais na sua taxa directora, para 3,25%, travando sucessivas descidas que, no espaço seis meses, esmagaram os juros de 7,25% (início de Setembro de 2008) para em 3%, o nível mais baixo em quase 50 anos.

A Austrália foi a única grande economia do Ocidente que evitou a recessão, definida como dois trimestres consecutivos de contracção do PIB. Entre Abril e Junho deste ano, a economia cresceu 0,6%, fazendo o melhor desempenho entre os países desenvolvidos.

Já a Noruega entrou em terreno negativo no rescaldo da tormenta financeira, mas saiu da recessão no segundo trimestre, com a economia embalada pela recuperação dos preços do petróleo e de um pacote de estímulos orçamentais avaliado em 4,7% do Produto do país.

Com a taxa de desemprego em valores residuais – 2,7% em Setembro, de longe a mais baixa da Europa –, o sector privado da economia Noruega começa a dar sinais muito consistentes de restabelecimento. As vendas a retalho estão a subir à três meses consecutivos, os preços do imobiliário regressaram aos níveis pré-crise e a taxa de inflação está já em 2,4%, bem próxima do objectivo de 2,5% fixado pelo banco central (que segue uma estratégia política semelhante à do Banco de Inglaterra).

Neste contexto, é hora de começar a tirar o “pé do acelerador” para evitar cenários de sobreaquecimento da economia. Parte dos analistas consultados pela Bloomberg acredita aliás que até, dentro de doze meses, as taxas de juro estejam já coladas aos 4%.
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