Economia Nota da direção sobre entrevista a Assunção Cristas

Nota da direção sobre entrevista a Assunção Cristas

Esclarecimento sobre resposta dada pela presidente do CDS-PP.
Nota da direção sobre entrevista a Assunção Cristas
Vítor Mota
Negócios 23 de setembro de 2019 às 10:28

Na entrevista que hoje o Negócios publica com Assunção Cristas foi selecionado para um dos títulos a frase "A classe média-alta é a mais esquecida". A frase não corresponde integralmente à resposta que foi dada pela presidente do CDS-PP, sendo a formulação correta do título "A classe média e média-alta ‘é a mais esquecida’".

A pergunta que foi formulada mencionava expressamente a classe média e média-alta e é nesse contexto que a resposta deve ser entendida. Na resposta, Assunção Cristas refere que "essa é a faixa da população mais esquecida" na política fiscal. E acrescenta que "é preciso baixar a carga fiscal para todas as famílias" e "garantir o acesso à saúde a todas as famílias".

 

O título foi imediatamente corrigido na edição online, cerca de uma hora depois.


À presidente do CDS e aos leitores endereçamos um pedido de desculpas e lamentamos o incómodo causado. Em momento algum foi intenção do Negócios transmitir uma ideia deturpada do que efetivamente foi afirmado na entrevista.

 

Aqui se reproduzem a pergunta e a resposta conforme foi publicada:


Um estudo recente da OCDE, e também algumas sondagens, indica que os portugueses preferem investimento nos serviços públicos a cortes nos impostos. A insistência na redução de impostos não aproxima o CDS sobretudo da classe média e média-alta, que está muito sobrecarregada de impostos?


Essa é a faixa da população mais esquecida, a que paga os impostos e que muitas vezes também paga do seu bolso cuidados de saúde, a educação e na área social porque não tem uma resposta eficaz por parte do Estado. Infelizmente, temos outra camada da população que, como não tem alternativas, fica sujeita às listas de espera de meses e anos para ter uma consulta de especialidade. Por isso dizemos que é preciso baixar a carga fiscal para todas as famílias, principalmente aquelas que pagam mais impostos, mas também dizemos que é preciso garantir acesso à saúde a todas as famílias, e aqui estamos a pensar naquelas que não têm ADSE, que não tem seguro privado de saúde. E há aqui uma contradição: temos a maior carga fiscal de sempre e os piores serviços públicos de sempre. A nossa prioridade número um é libertar as famílias e as empresas da maior carga fiscal de sempre.




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