Turismo & Lazer Nova marca quer tornar Algarve competitivo no setor tecnológico a nível internacional

Nova marca quer tornar Algarve competitivo no setor tecnológico a nível internacional

O Algarve Tech Hub, marca apresentada nesta quinta-feira e que junta parceiros públicos e privados, pretende atrair empresas, empreendedores e nómadas digitais estrangeiros para fazer da região um espaço competitivo a nível internacional em algumas áreas tecnológicas.
Nova marca quer tornar Algarve competitivo no setor tecnológico a nível internacional
Reuters
Lusa 12 de setembro de 2019 às 22:42

"Daqui a 10 anos gostaria que fossemos extremamente competitivos em uma ou duas áreas da tecnologia a nível internacional, que estivéssemos taco a taco com qualquer país nessas áreas. Para isso, temos de atrair massa cinzenta para desenvolver aqui produtos e serviços, da nossa região para o mundo", disse o presidente da associação Algarve Evolution, Miguel Fernandes.

 

A associação, que conta com cerca de três dezenas de empresas da região e foi criada em 2018 por empresários que já pensavam neste tipo de projeto há vários anos, corresponde a uma das bases do "ecossistema tecnológico" Algarve Tech Hub, a par do Algarve Systems and Tecnology Partnership, que junta mais entidades públicas, como autarquias e a Universidade do Algarve.

 

"O clichê do 'Silicon Valley' no Algarve significa sermos uma região competitiva a nível tecnológico à nossa dimensão e à nossa maneira", resumiu Miguel Fernandes, lembrando a conhecida área do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, onde estão implantadas milhares de empresas tecnológicas.

 

O empresário, que falava aos jornalistas após a apresentação oficial da associação e da marca, realizada hoje em Faro, confessou que ainda é prematuro definir em que áreas tecnológicas deve o Algarve apostar, embora existam "ideias concretas".

 

"Há países que já investem biliões em inteligência artificial. Nós estamos a começar a corrida e já não podemos apanhar esse barco. Por isso, temos de pensar, em conjunto com as entidades públicas, quais são os barcos que podemos apanhar, fazer esse mapeamento, decidir qual o caminho a 10 anos e consolidar essa meta", sublinhou.

 

O que é garantido é a capacidade do Algarve, devido ao clima e estilo de vida, para atrair pessoas - empresários, investidores, empreendedores, trabalhadores ou nómadas digitais - que queiram iniciar uma nova etapa profissional, acrescentou.

 

"Nós temos a região perfeita para atrair pessoas que trabalhem em tecnologias. Nós temos o melhor sítio para que eles trabalhem a partir daqui e construam a sua vida", sustentou, recordando que há cada vez mais trabalhos que podem ser remotos e que há cada vez mais nómadas digitais, trabalhando e viajando pelo mundo.

 

Para Miguel Fernandes, essa massa cinzenta é aquilo de que o Algarve necessita para "criar coisas disruptivas", como 'startups' e empresas, fugindo ao paradigma do sol e mar.

 

"Só a chamada diáspora, os trabalhadores remotos e os nómadas digitais eram suficientes para criarmos aqui conhecimento suficiente para que houvesse um setor tecnológico sólido que acrescentasse valor económico à região, para lá do turismo", afirmou o empresário.

 

Em paralelo, vai avançar a construção do futuro Polo Tecnológico do Algarve, com a reabilitação de um edifício localizado num dos 'campus' da Universidade do Algarve.

 

"É uma peça do 'puzzle' do Algarve Tech Hub. É um espaço físico, onde podemos acolher empresas e nómadas digitais, fazendo com que pessoas se encontrem e se potencie a criação de ideias. Deve ser mais visto assim do que como tijolo", enfatizou, sem esquecer que existem outros espaços do género em Portimão ou Tavira.

 

 




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